Senadores do PT decidiram nesta terça-feira (19), em reunião da bancada, fazer uma visita de “solidariedade” na quinta-feira (21) aos integrantes do partido que estão cumprindo a pena do processo do mensalão.

Eles vão se encontrar com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, com o ex-presidente do PT e deputado federal licenciado José Genoino (SP) e também com o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.

“É uma visita de solidariedade. Nós tivemos uma convivência com essas lideranças e reconhecemos a importância histórica (delas). São pessoas que conviveram no Parlamento, como ministro, dirigente sindical ou líder do nosso partido. As pessoas precisam desse apoio nessas horas”, afirmou o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), para quem uma das características do partido é, além da solidariedade, o apoio pessoal, humano e à família.

O líder petista reafirmou os termos da nota divulgada ontem (18) pela bancada. Segundo o comunicado, houve “arbitrariedade” e “ilegalidade” na prisão de Dirceu, Genoino e Delúbio determinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.

Segundo ele, o trio deveria começar a cumprir a pena em regime semiaberto, embora tenham ficado desde a detenção até à tarde da segunda-feira em regime fechado. Wellington Dias questionou o fato de os colegas de partido terem sido presos longe de onde moram.

“(Criticamos) a forma de espetáculo. Por que trazer todos para o Distrito Federal quando poderiam perfeitamente ficar no sistema dos Estados?”, questionou o líder petista.

Wellington Dias cobrou novamente tratamento idêntico pelo Supremo para o julgamento do processo envolvendo o mensalão tucano, que tem o ex-presidente do PSDB e deputado federal Eduardo Azeredo (MG). “(É preciso que) haja sintonia dessas ações com processos de outros partidos”, defendeu.