O Conselho de Ética deve votar amanhã dois pareceres contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). O dos relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) pedirá a cassação de seu mandato por entender que ele não conseguiu justificar a evolução de seu patrimônio e nem comprovar que usou recursos próprios para pagar despesas da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos. Já o parecer do senador Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de primeira hora de Renan afirma que não há provas contra o senador.

A votação deverá ser aberta, a exemplo do que ocorreu no processo contra o então senador Ney Suassuna (PMDB-PB) no final do ano passado. A decisão pelo voto aberto se deve à iniciativa do presidente do órgão, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), de transferir a decisão sobre a forma de votação à maioria dos membros do conselho. Com isso, derruba o parecer da Consultoria Legislativa, que opina pelo voto secreto. A consultoria também diz que os pareceres não deverão tratar da punição a Renan, mas apenas relatar fatos do processo.

A tentativa encabeçada por Quintanilha, de unificar a decisão do colegiado em um único parecer, fracassou. Após três horas de reunião, Casagrande e Marisa alegaram que há ?dúvidas? deixadas pela defesa de Renan. ?Temos dúvidas sobre a sua evolução patrimonial e quanto ao empréstimo de R$ 178 mil que ele disse ter feito no último dia da perícia?, alegou Casagrande, referindo-se às retiradas de dinheiro feitas por Renan da locadora Costa Dourada Veículo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.