O candidato em campanha,
ao lado da mulher, Rose.

Em entrevista ontem à rádio CBN o candidato a governador pela coligação Vote Limpo 23 (PPS/PV), deputado federal Rubens Bueno, defendeu a desvinculação da corregedoria de Polícia Civil da instituição como melhor atalho para eliminar a banda podre que domina alguns segmentos policiais. “A corregedoria precisa ficar diretamente subordinada ao governador. Se permanecer na Polícia Civil, sempre vai prevalecer o sentido corporativo que acaba protegendo os elementos nocivos à instituição”, disse Rubens, ao propor uma reformulação do Estatuto da Polícia Civil.

Durante 60 minutos, o candidato expôs as propostas de seu plano de governo na entrevista à emissora de Curitiba, também transmitida pela CBN de Maringá. Rubens reafirmou que a providência prioritária para restabelecer as bases de crescimento econômico do Estado e sua capacidade de financiar investimentos em políticas públicas de qualidade é “pôr ordem na casa”.

“É imperativo sanear o Estado do ponto de vista administrativo, financeiro e moral. Hoje o Estado do Paraná não paga sequer seus compromissos financeiros. Sem arrumar a casa é absolutamente impossível investir em políticas de saúde, educação, saneamento, moradia popular e, o mais importante, na geração de emprego e renda”, afirmou o deputado.

Mais emprego

Rubens Bueno enfatizou que seu compromisso de criação de 600 mil empregos ao longo de quatro anos, previsto em seu programa de governo, é perfeitamente factível. “Dinheiro o Estado tem. Mas precisa acabar com a gastança que vimos nos últimos anos. Com os R$ 560 milhões despendidos em propaganda no primeiro mandato do Lerner é possível implementar um plano de habitação que vai acabar com o déficit de moradias no Estado e gerar 320 mil empregos na construção civil e setores próximos”, disse ele.

“Também temos que eliminar os milhares de cargos que hoje sangram as finanças do Estado só para privilegiar os apaniguados do poder”, acrescentou Rubens. Segundo ele, o próximo governador deverá ter autoridade moral e determinação política para dar cabo dos ralos pelos quais se esvaem os recursos públicos.