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Secretário do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli volta para a Assembleia se mexerem com o atual status de secretários-deputados.

O secretário estadual do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), disse nesta terça-feira que deixa o governo do Estado se a Assembleia Legislativa proibir a manutenção de gabinete parlamentar para os deputados licenciados para o Executivo. A proposta, apresentada pelo deputado Mauro Moraes (PSDB), impede que os deputados que se afastam para assumir secretarias no governo preservem o direito de continuar tendo gabinete e verbas da Assembleia Legislativa.

Romanelli e o secretário da Casa Civil, Durval Amaral (DEM), pediram licença do mandato, mas continuam com seus gabinetes funcionando na Assembleia Legislativa. Para o peemedebista, não se trata de um privilégio, mas de uma necessidade. “Aceitei um desafio de ir para o governo e contribuir com o estado. Ao mesmo tempo, legitimamente, tenho um mandato parlamentar e devo atender de forma ininterrupta as pessoas que me elegeram”, disse.

O projeto de Moraes não passou ainda pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas se for aprovado em plenário, Romanelli afirmou que respeitará a decisão da Assembleia e reassume o mandato. “Não posso trair a base eleitoral que me elegeu. Então, volto porque não tenho como levar minha assessoria parlamentar para a secretaria. Isso sim não seria correto”, disse.

Moraes apresentou o projeto justificando que a Casa não pode ter 54 deputados e continuar gastando com 56. Para Moraes, se o suplente assume o mandato, o titular não deve mais ter direito a gabinete e recursos.