O PT adiou para a próxima segunda-feira a escolha do nome que irá indicar para a 1.ª vice-presidência da Assembléia Legislativa, no lugar do deputado Natálio Stica, que renuncia ao cargo no mesmo dia para assumir a liderança do governo em plenário. O processo de indicação do 1.º vice acabou gerando uma disputa já que o atual 2.º vice-presidente, Augustinho Zucchi (PDT), começou a postular o cargo, contestando a posição da bancada petista que considerava natural a indicação de um deputado do partido para a vaga.

No PT, três nomes se apresentaram para integrar a Mesa Executiva: André Vargas, Hermes Fonseca e Luciana Rafagnin. Em reunião ontem no início da noite, a bancada decidiu conversar com os demais partidos antes de definir um nome. Além dos petistas, o 2.º vice-presidente da Mesa Executiva, Augustinho Zucchi (PDT), também decidiu disputar o cargo.

Zucchi considera que já existe um precedente na Casa, em que os cargos são preenchidos dentro da própria Mesa Executiva. O pedetista lembrou que quando o deputado Aníbal Curi morreu, o 1.º vice-presidente Nelson Justus assumiu o cargo e o 2.º vice-presidente, deputado Caíto Quintana, automaticamente foi promovido a 1.º vice. Zucchi afirmou que somente não apresenta seu nome em plenário se houver um consenso em torno de outro nome.

O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), que foi reeleito num acordo entre os partidos, afirmou que não pode garantir a vaga para o PT. “Se fosse para manter o acordo do fio do bigode, o nome seria do PT. Mas os 54 deputados podem ser candidatos, conforme o Regimento Interno”, comentou Brandão.

Posse

Stica irá substituir o deputado Ângelo Vanhoni (PT), que deixa a liderança para organizar sua candidatura à prefeitura de Curitiba. O novo líder afirmou que seu primeiro desafio será negociar com os servidores da área da saúde, que estão reivindicando novas promoções e gratificações na carreira, a exemplo do que o governo está oferecendo aos professores da rede pública estadual.

O secretário da Administração, Reinhold Stephanes, já avisou que a concessão de novos reajustes e benefícios salariais está suspensa até que haja um aumento na arrecadação de impostos.