A CPI dos Grampos ouve, nesta quarta-feira, o empresário Marco Aurélio Menestrina, proprietário da empresa Menestrina, que venceu a licitação para a compra dos bloqueadores de escuta na Assembleia Legislativa. Ausente da reunião do último dia 16, embora convocado, o empresário irá depor sob força de uma intimação judicial.

Segundo o presidente da Comissão, deputado Marcelo Rangel (PPS), Menestrina será indagado sobre a origem dos equipamentos (sem autorização de comercialização pela Anatel) e seu paradeiro, já que não foram os mesmos aparelhos encontrados pela varredura realizada pelos novos seguranças da Casa em fevereiro.

Também serão ouvidos Francisco Ricardo Neto, ex-coordenador técnico da Assembleia, funcionário que solicitou a compra dos “bloqueadores de grampo”; Eron Abboud, ex-diretor da Casa, responsável pelas licitações, e Antonio Carlos Walger, perito da Embrasil.

Muitas dúvidas

Nesta terça-feira, os integrantes da CPI visitaram o Instituto de Criminalística do Paraná e, apesar de ainda não terem acesso ao laudo, que ficará pronto somente no final de semana, ouviram dos peritos informações prévias sobre em que consistia cada aparelho encontrado.

“Ouvimos os peritos e saímos ainda mais reticentes com as informações e agora, mais do que nunca, precisamos dos esclarecimentos do senhor Menestrina para chegar a um resultado satisfatório”, disse Rangel, informando-se que o perito confirmou a existência de quatro diferentes tipos de aparelhos escondidos nos gabinetes da Casa.

“Bloqueadores, aparelhos que emitiam um sinal inaudível para humanos, um que emitia uma vibração nos vidros para evitar escuta externa, e, também, grampo telefônico clássico, na linha do presidente da Assembleia”, disse Rangel. “Amanhã esperamos esclarecer muita coisa sobre esses equipamentos”, concluiu.