O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, minimizou movimentações de parte do PMDB que pede a saída do partido da base do governo, disse que são movimentações naturais, reforçou o compromisso com o governo, mas reconheceu que é preciso habilidade da direção do PMDB para captar o sentimento que representa a maioria do partido. “Nós vamos ter as manifestações das mais variadas. E o que a direção do partido tem que ter é habilidade suficiente para aferir qual é a vontade majoritária do partido”, disse, após participar de reunião de coordenação comandada pelo vice-presidente Michel Temer.

Padilha disse ainda que hoje os peemedebistas que defendem a saída do governo ainda representam “um seguimento minoritário dentro do partido”.

Segundo o ministro, o congresso que reunirá as principais lideranças do partido na terça-feira, 17, promovido pela Fundação Ulysses Guimarães, não tratará diretamente de um eventual desembarque do partido do governo, já que essa decisão teria que ser tomada em convenção nacional, marcada para março.

“Hoje nós temos um compromisso, firmado em convenção nacional do partido, de participar do governo”, disse. “A única forma que existe de nós mudarmos essa posição é se houver o mesmo órgão, significa dizer uma convenção nacional do partido, mudando”, disse.

O líder da Câmara, José Guimarães (PT-CE) relativizou o encontro de peemedebistas na terça. “Vejo com naturalidade, tão natural como uma reunião do PT”, disse.