Preocupados com o andamento do governo nos próximos meses e de olho nas eleições de 2010, os deputados estaduais peemedebistas concluíram que falta uma ação política mais vigorosa nos vários escalões da administração pública. A avaliação é que uma troca de titulares em algumas posições poderia proporcionar mais vitalidade ao governo e melhorar seu diálogo com a sociedade.

O líder do governo na Assembléia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli, disse que existem ex-prefeitos experientes que poderiam contribuir no processo de “oxigenação” e “politização” do governo, mas que a incorporação de nomes “jovens” poderia também dinamizar a ação política do governo.

Para o líder do governo, há uma dificuldade da equipe em potencializar politicamente as ações do governo. “Não há uma inter-relação do governo com a sociedade organizada e o governo não está sabendo aproveitar, no sentido político, o que tem feito de bom. E o governo é bom”, disse Romanelli.

Ele citou que o corte das despesas com publicidade interfere na percepção do governo pela sociedade. “Não estamos divulgando o que o governo faz”, comentou.

A falta de motivação na equipe também foi um dos diagnósticos dos deputados. A base de apoio acha que o grau de entusiasmo de alguns integrantes da equipe não acompanha o ritmo das ações administrativas. E alguns titulares não mostram fôlego suficiente para fazer avançar algumas áreas.

Outra das formas cogitadas para injetar ânimo nos peemedebistas que integram o governo é construir a candidatura do vice-governador Orlando Pessuti na sucessão estadual de 2010. “Isso nos dará a perspectiva de continuidade de um projeto. Chega de aventuras”, afirmou Romanelli.

Resistência

Como o governador Roberto Requião (PMDB) é avesso a sugestões de mudanças no quadro de auxiliares, os deputados temem que as reformulações se limitem ao reaproveitamento de alguns quadros que saíram derrotados nas eleições municipais.

Até agora, o único a ser chamado de volta para o governo foi o petista Enio Verri, candidato derrotado à prefeitura de Maringá, que reassumiu a Secretaria do Planejamento.

Mas a lista de espera é maior e estariam na expectativa de um convite os candidatos a prefeito de Curitiba, como Carlos Augusto Moreira Junior, que renunciou ao cargo de reitor da Universidade Federal do Paraná, e de Ricardo Gomyde (PCdoB), que presidia a ParanáEsporte.

Outros nomes citados são do interior do Estado, como Mário Pereira (homônimo de ex-governador, que foi vice e sucedeu Requião em fim de mandato nos anos 90), que concorreu em Ribeirão Claro, Nedson Marcondes Karam, que foi candidato a vice-prefeito em São José dos Pinhais, e Samis da Silva, o candidato a prefeito do PMDB em Foz do Iguaçu.