Um motorista que trabalharia para o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT­MS), foi detido pela Polícia Legislativa da Casa sob a acusação de ter agredido o deputado federal Takayama (PSC­PR).

Marcos Aurélio de Almeida, conhecido como Marcão, teria dado um soco no parlamentar por causa de uma briga de trânsito na chapelaria do Congresso, local de embarque e desembarque de autoridades. Funcionário comissionado de Delcídio desde junho de 2003, Marcão prestou depoimento na Polícia Legislativa.

Até o momento, as versões são conflitantes. Segundo a assessoria de imprensa de Delcídio, o carro que levava o senador tomou uma fechada do automóvel que conduzia o deputado. Marcão, então, teria dado uma volta e retornado à chapelaria, quando teve início uma discussão. O deputado, segundo a assessoria de Delcídio, agrediu o motorista do senador, que teria revidado usando “as costas da mão”.

Recentemente, deputado passou por cirurgia cardíaca e colocou duas pontes de safena.

O deputado caiu no chão, bateu a cabeça e desmaiou com o golpe e foi levado para o Serviço Médico da Câmara. Uma poça de sangue podia ser vista na chapelaria. A versão da chefe de gabinete do deputado é diferente. De acordo com Laís Lemos, o motorista de Delcídio jogou o carro em cima de Takayama.

O motorista, segundo a chefe de gabinete, deu uma volta e, então, agrediu o parlamentar, que machucou o nariz e sofreu um corte na cabeça. Ela negou que o deputado tenha agredido o motorista. De acordo com Departamento Médico da Câmara, o deputado foi golpeado no nariz e bateu a cabeça na parede, perdendo os sentidos. Ele chegou ao posto médico com sangramento no nariz e um corte superficial na cabeça.

O parlamentar está lúcido e ficaria em observação para que, no dia seguinte, seja atendido por um otorrinolaringologista. O gabinete de Takayama informou que o deputado voltou ao trabalho em 1º de julho, após colocar uma ponte de safena e duas mamárias. Ele havia sofrido um enfarto em 1.º de abril.