O ministro da Segurança e Justiça, Sergio Moro, foi ao Senado Federal nesta quarta-feira (19) para falar sobre o teor do vazamento de mensagens entre ele, procuradores do Ministério Público Federal e o chefe da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. O encontro aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e serve como um teste de fogo de sua gestão no governo Bolsonaro.

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O ex-juiz da Lava Jato se ofereceu para prestar esclarecimentos sobre o vazamento de conversas publicadas pelo site The Intercept Brasil. Depois disso, Moro também foi convidado a dar explicações na Câmara, numa data ainda não marcada, onde deve encontrar um ambiente mais hostil.

Como foi?

Conforme afirmou o ministro, durante a audiência na CCJ do Senado, o caso envolvendo supostas mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato é não é problema do governo Jair Bolsonaro. “Não é uma questão do governo, é uma questão do meu passado. Infelizmente, estou no governo e acaba de certa forma havendo essa transferência.”

Moro classificou como gestos “que valem muitas palavras” as manifestações de apoio do presidente Jair Bolsonaro. Ele minimizou a fala de Bolsonaro quando o presidente afirmou que só confiava 100% no pai e na mãe. “Não vejo nada de problema nesse tipo de manifestação”, declarou o ministro. Bolsonaro, citou Moro, avaliou que não tem nada de ilícito no trabalho do ex-juiz da Lava Jato.

Moro foi questionado pelo líder do PSB no Senado, Jorge Kajuru (GO), porque não teria julgado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na operação. Moro respondeu que a Lava Jato em Curitiba não escolhia quem investigava, mas seguiu parâmetros do Supremo Tribunal Federal (STF) e se limitou a casos relacionados a desvios na Petrobras.

O ministro manifestou “perplexidade” de ter que responder à divulgação de supostas mensagens que teriam sido obtidas através de uma hackeamento. Ele também negou que tenha passado uma “dica” ao Ministério Público Federal ao ter supostamente apontado uma testemunha para o caso envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assista a explanação de Moro no player a seguir: