Após ser preso por policiais em Curitiba na tarde de quinta-feira (27), os advogados do ex-deputado estadual Carlos Simões entraram, na tarde desta sexta-feira (26), com um pedido de habeas corpus a favor do ex-parlamentar. Carlos Simões permanece preso no Centro de Triagem 2, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

Carlos Simões foi preso sob a acusação de peculato (apropriação indébita por funcionário público), na participação dele no esquema dos “Gafanhotos”, na Assembleia Legislativa do Paraná (AL).

Fantasmas

Uma operação investiga, desde 2008, suspeitas de fraudes no recebimento de salários de funcionários e ex-funcionários da AL, denominada como esquema Gafanhotos. Os salários eram depositados nas contas de terceiros, e muitos não tinham consentimento dos recebimentos.

Também são investigados “funcionários fantasmas”, que recebiam salários sem ir trabalhar. O Ministério Público ouviu mais de 400 pessoas, suspeitas de envolvimento no esquema, entre elas políticos, por desvio de dinheiro público, sonegação de impostos federais e estelionato.