A ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) está lançando uma revista para expor suas posições a respeito da polêmica sobre o valor das tarifas de pedágio cobradas no Estado. Trata-se de um contraponto à cartilha editada há alguns meses pelo governo, que acusa as empresas concessionárias do serviço de várias irregularidades para elevar o valor do pedágio no Paraná.

Com o mote “Tudo o que o governo do Estado não quer que você saiba sobre o pedágio no Paraná”, a publicação repete os argumentos que têm sido usados para rebater a ação do governo para rever os contratos e que é classificada como “agressiva e injustificada” e que se constitui em tentativa de “romper compromissos de parceria, legitimamente firmados com a iniciativa privada”.

A revista da ABCR apresenta as denúncias do governo, batizadas de “encenações”, e fornece as respostas das concessionárias com o título “O que aconteceu na vida real”. A uma das principais acusações do governo, atestando que as empresas recuperaram apenas 11% dos 2.728 quilômetros da concessão até agora, a ABCR rebate com o argumento de que a quilometragem citada era a proposta do governo para a recuperação, não o total previsto. Outra das explicações é que “os 308 quilômetros ofertados pelas empresas são os mais importantes e estratégicos para os sistemas rodoviários de cada um dos seis lotes”.

Sobre as tabelas de tarifas consideradas justas pelo governo em sua cartilha, em que os valores são reduzidas em até 60% em relação ao que se cobra atualmente, as empresas respondem que os cálculos oficiais não têm fundamentação. “Os cálculos apresentados nas planilhas estão repletos de erros e imparcialidades…” ataca a publicação.