A Polícia Federal investiga pelo menos mais 10 pessoas suspeita de envolvimento em fraudes na compra de hemoderivados para o Ministério da Saúde. O diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, adiantou que só será pedida a prisão de mais suspeitos depois que os documentos apreendidos forem analisados.

A Operação Vampiro, da Polícia Federal, prendeu ontem 14 pessoas, sendo 10 em Brasília, três em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Entre os detidos, está o coordenador-geral de Recursos Logísticos do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Gomes da Silva.

Continuam foragidos o empresário Lourenço Romeu Peixoto, vice-presidente do Jornal de Brasília, e os lobistas Marcos Jorge Chain e Jailer Jabour de Alvarenga.

A investigações começaram em março do ano passado, a pedido do ministro da Saúde, Humberto Costa. Em setembro do mesmo ano, reiterou o pedido. Há suspeita de que o esquema vinha funcionando desde a década de 90 e que os valores desviados podem chegar a R$ 2 bilhões.

De acordo com o Ministério da Saúde, o hemoderivado era comprado entre 1990 e 2002 por 41 centavos de dólar. A atual gestão mudou o sistema de licitação e conseguiu reduzir os preços para até a 12 centavos de dólar.