Brasília – A Polícia Federal informou no início da tarde que a eleição ocorre em clima de tranqüilidade em todo o país. De acordo com o coordenador-geral de Segurança, delegado Lázaro Moreira da Silva, disse que esse clima é resultado, principalmente, das mudanças implantadas na Lei 9.504/97 (Lei das Eleições) que estabeleceu maior controle da propaganda eleitoral.

Ele informou que os 8 mil policiais federais em atividade neste domingo em todo o país tiveram pouco trabalho. Disse que nas cidades onde a Polícia Federal não tem atuação, a Polícia Civil se responsabiliza pelas atribuições de caráter judicial e se reporta diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais.

Até as 13 horas de hoje as ocorrências mais significativas foram registradas no Distrito Federal, com anotações de nove ocorrências nas regiões administrativas de Samambaia, São Sebastião, Sobradinho e Guará. A maioria delas por boca de urna e transporte irregular de eleitores. O caso mais grave, em avaliação, se refere a um eleitor que queria votar em lugar de outro. O ato pode render prisão de até quatro anos.

De acordo com Lázaro Moreira, foram registradas oito ocorrências de boca de urna e transporte irregular de eleitores em Alagoas. Entre os presos está um dos filhos do ex-presidente Fernando Collor. Ele está na Superintendência da PF, em Maceió, aguardando o resultado da investigação.

Foram anotadas, também, oito bocas de urna em Belém, cinco em Roraima, duas no Maranhão e duas no Rio de Janeiro. No Ceará, houve três prisões por compra de votos e duas por transporte ilegal de eleitores, além do cumprimento de mandado de busca e apreensão na cidade de Icó, onde a polícia apreendeu R$ 11,8 mil destinados a compra de votos.

No Rio de Janeiro também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de R$ 42 mil junto com uma relação de títulos eleitorais, que receberiam pagamento posterior, o que caracteriza compra de votos, segundo o delegado.