O piloto Tito Lívio será ouvido pela Polícia Federal na próxima semana. Ele é acusado de ter sido contratado por Valdebran Padilha para levar, de São Paulo para Cuiabá, R$ 1,7 milhão que seriam usados para a compra de dossiê contra políticos tucanos.

O delegado responsável pelas investigações, Diógenes Curado Filho, deve ouvir também  Ana Paula Cardoso Vieira, suspeita de ter seu nome envolvido na compra de um telefone celular usado pelo ex-assessor da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda, durante as negociações para a compra do dossiê.

Hamilton é acusado de ter dado o dinheiro a Gedimar Passos no Hotel Íbis, em São Paulo. Ele aparece nas imagens das câmeras de segurança do Hotel carregando uma sacola na qual supostamente estaria o dinheiro.

A quebra de sigilo telefônico dos envolvidos mostra que, do celular que estava em nome de Ana Paula e era usado por Hamilton, foram feitas ligações para o ex-coordenador do núcleo de informações e inteligência da campanha de Lula à reeleição, Jorge Lorenzetti, e para Gedimar Passos. Há ainda telefonemas de Lorenzetti e de Gedimar, inclusive uma ligação no dia 15 de setembro, data da prisão de Valdebran e Gedimar em São Paulo.

O delegado Diógenes Curado Filho tambpem pretende ouvir o depoimento dos donos da Planam, Luiz Antônio e Darci Vedoin, e do funcionário da empresa Ronildo Medeiros no inquérito que investiga a participação do empreiteiro Abel Pereira em negociações no Ministério da Saúde em favor da Planam. Em depoimento à Justiça Federal, Luiz Antônio, Darci e Ronildo confirmaram que Abel recebia propina de 6,5% para favorecer a Planam em licitações.