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Parabéns

Tribuna do Paraná comemora 54 anos

Conteúdo forte com novo projeto gráfico marcam o aniversário do jornal

  • Por Fernanda Deslandes

Cinquentona, mas com visual de garotinha, a Tribuna completa hoje 54 anos, com novo projeto gráfico e mantendo sua força no conteúdo das matérias e no coração dos leitores.

“A Tribuna é um fenômeno. O paranaense tem paixão por ela, tanto que considera-se dono do jornal”, ressalta Paulo Pimentel, presidente do grupo que administra a Tribuna e O Estado do Paraná.

Pimentel acredita que o segredo do sucesso constante da venda em banca ao longo dos anos se deve justamente a essa relação de amor do leitor com o estilo do jornal.

“Ela não tem competidor no mercado paranaense. Ninguém conseguiu fazer algo parecido. No esporte tem notícia com sabor, e no setor policial sempre soube mostrar a gravidade dos fatos sem chocar”.

Os vendas aumentaram ainda mais com a comercialização do jornal nos sinaleiros e a abertura das assinaturas, “por muita insistência dos leitores”, de acordo com o presidente. O novo projeto gráfico também foi responsável pelo aumento da venda avulsa para todas as classes sociais.

Pimentel frisa que a importância da opinião do leitor é tanta que fez com que o jornal deixasse de ser vespertino, como era no início, para ser impresso de madrugada, contendo as notícias de todo o dia.

“A tiragem cresce junto com o sucesso do futebol paranaense, incluindo o futebol amador, que ganha muito destaque também com a realização do Peladão. Além disso, o jornal nunca dispensou a apresentação de mulheres bonitas, nas colunas inesquecíveis do Dartagnan”.

Postura

É pela visão definida dos fatos e trabalho jornalístico de análise dos acontecimentos que, mesmo depois de ver na televisão e na internet algum acontecimento, o leitor quer ler sobre o assunto na Tribuna.

“Independente do que já foi divulgado sobre algum caso, a pessoa quer saber a opinião da Tribuna. As notícias têm a cara do jornal e no setor policial, grande parte do que é noticiado é feito com exclusividade”, afirma Rafael Tavares, diretor de redação.

“A Tribuna tem a cara do leitor, e tem entre seus colaboradores pessoas que tem a cara da Tribuna”, destaca Tavares. Na área policial há 31 anos, Mara Cornelsen é a atual coordenadora da editoria de Segurança Pública.

Ela se recorda de longos trabalhos que viraram manchete, como a cobertura de rebeliões em presídios, a queda de uma ponte que resultou na morte de vários turistas em Guaíra, e um incêndio em uma escola rural de Joaquim Távora, onde uma professora salvou mais de 20 alunos, mas morreu ao lado de sete crianças.

“Em muitos casos fazíamos plantões com revezamentos para não deixar passar nenhuma informação. Ditamos matérias por telefone, passamos várias horas viajando, mas sempre demos as notícias em primeira mão”, explica Mara. Segundo ela, o jornal contribuiu para a localização de pessoas desaparecidas e para a elucidação de vários crimes, cumprindo sua função social.

Futebol

A cara do futebol amador, por sua vez, é Levi Mulford, funcionário da Tribuna desde a primeira edição publicada, em 17 de outubro de 1956. “A tribuna sempre cobriu o futebol amador. Publicamos a cobertura completa de todos os jogos desde o primeiro número. Os outros jornais raramente publicam algo sobre isso. É exclusividade nossa”, ressalta.

De acordo com ele, o futebol amador de Curitiba é reconhecido como o mais organizado do Brasil, e está distribuído em todos os bairros da cidade. Por isso a cobertura do segmento é parte do jornal. “Nunca houve restrição, sempre tivemos muita liberdade de opinião. Isso é o que dá credibilidade”.

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