O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestade para o Paraná entre esta sexta-feira (18) e domingo (20). O aviso de cor amarela é de perigo potencial na sexta e no domingo, com chuvas de até 50 milímetros (mm) e ventos de até 60 km/h.
O dia de maior risco é o sábado, com o aviso laranja que indica perigo em todo o estado. A situação é causada por um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai, que favorece a entrada de ar quente e úmido da Amazônia no Sul do país e aumenta a instabilidade. As chuvas podem chegar a 100 mm por dia e os ventos, a 100 km/h.
Para todos os dias, há chance de queda de granizo e descargas elétricas. As regiões com maior volume de chuvas previsto são as metades sul e leste do Paraná: Oeste, Sudoeste, Centro-Sul, Sudeste, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Litoral, Campos Gerais e Norte Pioneiro.
Instabilidade e risco de alagamentos dominam no fim de semana no Paraná
De acordo com a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a sexta-feira pode ter temporais localizados, com possibilidade de alagamentos pontuais, redução da visibilidade nas estradas e interrupção no fornecimento de energia.
No sábado, a instabilidade aumenta com chuvas fortes em curto espaço de tempo e rajadas intensas de vento, que podem provocar queda de galhos e árvores, enxurradas, alagamentos, transbordamento de córregos, destelhamentos, danos em plantações, redução da visibilidade nas estradas e interrupção no fornecimento de energia.
No domingo, o tempo permanece instável em todas as regiões, com possibilidade de enxurradas, alagamentos, transbordamento de córregos, destelhamentos, danos em plantações e redução da visibilidade nas estradas. Sudoeste, Oeste e Centro-Sul concentram condições favoráveis à formação de algumas tempestades mais intensas.
O Paraná ainda se recupera dos efeitos dos temporais que atingiram o estado desde a última quarta-feira (9). De acordo com a Defesa Civil, 28.594 pessoas foram afetadas pelas chuvas, com 3.383 desalojadas ou desabrigadas, 3.763 casas danificadas e 17 residências destruídas. Cinco pessoas morreram.
