Saúde

Paraná tem três casos suspeitos de sarampo em investigação

Fotografia em plano detalhe e em primeiro plano do procedimento de aspiração de uma vacina. À esquerda, os dedos de um profissional de saúde seguram um pequeno frasco-ampola de vidro âmbar na vertical. O rótulo branco impresso exibe as inscrições em destaque "VACINA CONTRA SARAMPO, PAROTITE" e detalhes de fabricação do medicamento. No topo, a agulha de uma seringa plástica com trava de segurança azul acoplada perfura a tampa de borracha cinza do frasco para retirar a dose. O fundo neutro em tom claro e levemente desfocado destaca o manuseio técnico dos insumos médicos sob luz natural.
Vacinação contra a doença está disponível pelo SUS. Foto: Arquivo/Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

O Paraná está investigando três possíveis casos de sarampo. Em todo o estado, no ano de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu 116 notificações de casos suspeitos: 113 foram descartados e três são investigados. Os últimos casos no estado foram registrados em 2020. 

A nível nacional, o Ministério da Saúde está intensificando ações de vigilância contra o sarampo no Amazonas após a confirmação de três casos em Tabatinga, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Eles chegaram ao país com pessoas vindas de Alto Monte, no Peru, sem histórico de vacinação contra a doença. 

Ao todo, foram registrados 36 casos em 2026 no Brasil, todos classificados como casos importados. Desses, 32 ocorreram no estado de São Paulo, vizinho do Paraná: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 29 na capital.

Mesmo diante dos registros, o Ministério da Saúde afirma que o Brasil segue livre da transmissão sustentada ou comunitária da doença, em que ela se espalha entre pessoas que não viajaram para o exterior e nem tiveram contato com casos vindos de fora. 

Outros países do continente americano enfrentam cenários mais críticos. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, a região teve 47.459 casos confirmados até julho deste ano. Este é o maior número registrado em mais de duas décadas e mais de três vezes maior que o de 2025. 

Desses registros, 95% das ocorrências estão concentradas nos Estados Unidos, México, Peru e Guatemala e houve um total de 44 mortes, em três países. Em agosto, a Opas pediu que os países do continente reforcem a vacinação, a vigilância epidemiológica e a resposta rápida aos surtos de sarampo. 

Transmissão e prevenção

O sarampo é uma doença de transmissão rápida pelo ar. As secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar liberam partículas virais que ficam suspensas, o que explica o elevado potencial de contágio.

Os primeiros sintomas são febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidos de manchas avermelhadas pelo corpo, que recebem o nome de exantema. Como não existe um tratamento específico, a recomendação é que, ao perceber os sinais, a população procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, evitando contato com outras pessoas até o esclarecimento do diagnóstico.

A Sesa esclarece que, mesmo sem casos confirmados no Paraná desde 2020, é importante zelar pela vacinação para prevenção, principalmente diante da ocorrência de casos esporádicos em outras regiões do país. A imunização é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado.

No Brasil, o esquema vacinal prevê duas doses de imunizante, uma da vacina tríplice viral, aos 12 meses de idade, e uma da tetra viral, aos 15 meses. Crianças, adolescentes e adultos de 15 meses a 29 anos precisam ter tomado durante a vida pelo menos duas doses, enquanto adultos entre 30 e 59 anos precisam ter tomado, no mínimo, uma dose após terem completado 1 ano de idade.

A vacina contra o sarampo pode aparecer na carteira de vacinação sob os nomes dupla viral (SR), tríplice viral  VTV ou SCR ou MMR) e tetra viral (SCRV). 

Além dos imunizantes, medidas como a higienização frequente das mãos e a manutenção de ambientes ventilados ajudam a reduzir a transmissão de vírus respiratórios no geral, o que inclui o vírus do sarampo.

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