Escolhido como candidato à sucessão do governador Ratinho Júnior (PSD), o pré-candidato Sandro Alex chefia desde 2019 a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL). À frente da pasta, consolidou-se como um dos principais articuladores de obras estruturantes no estado, com destaque para a execução da Ponte de Guaratuba.
Natural de Ponta Grossa, Sandro Alex formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em 1994. Antes da carreira política, atuou como radialista. Sua trajetória como parlamentar começou em 2010, quando foi eleito deputado federal pelo então Partido Popular Socialista (PPS).
Antes de chegar à Câmara dos Deputados, o sucessor disputou a prefeitura de Ponta Grossa em 2008, sem sucesso. Posteriormente, seu irmão, Marcelo Rangel (PSD), assumiu o cargo prefeito da cidade e permaneceu por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020.
A mudança para o PSD ocorreu em 2016, ainda durante seu segundo mandato como deputado federal. Dois anos depois, com a eleição de Ratinho Júnior ao governo do estado, Sandro Alex foi convidado a assumir a Secretaria de Infraestrutura, licenciando-se do mandato parlamentar.
Sob sua gestão, a secretaria avançou em pautas estratégicas, como a nova concessão dos pedágios no Paraná, a construção da segunda ponte entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, a ampliação da autonomia dos Portos do Paraná e a priorização do projeto do Moegão, em Paranaguá, além de obras nas rodovias do estado.
O “cara da ponte”
Dentro desse conjunto de obras, a Ponte de Guaratuba é um dos principais marcos de sua gestão. Logo no início da passagem pela secretaria, Sandro Alex coordenou o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), etapa essencial para destravar o projeto no Litoral.
Nos anos seguintes, o trabalho se concentrou na elaboração de estudos ambientais e no anteprojeto de engenharia. Porém, em 2022, com a abertura da licitação para contratação da empresa executora, o secretário se afastou temporariamente do cargo por conta do período eleitoral. Após ser reeleito deputado federal, voltou à pasta.
Desde então, passou a atuar diretamente para solucionar impasses institucionais que ameaçaram o cronograma da obra. Em 2022, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) questionou sobre possíveis restrições no edital. No início do ano seguinte, ele voltou ao cargo em Brasília para articular a concessão dos pedágios.
Na sequência, o governo estadual também reverteu uma tentativa de suspensão da licença ambiental no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), após questionamento do Ministério Público Federal. Com a manutenção das autorizações, as frentes de trabalho puderam avançar.
Após o início das obras, em cerca de seis meses, mais de 27% da ponte já estava concluída. Após quase três anos dos entraves técnicos e jurídicos, a entrega está prevista para 29 de abril.



