A possibilidade de implantação de um trem de passageiros entre as cidades de Londrina e Maringá será tema de discussão amanhã na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O assunto é recorrente, pois há nove anos um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), encomendado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já apontava o trecho entre as duas cidades como um dos mais promissores no Paraná para a instalação de um trem de passageiros.

O diretor-presidente da Ferroeste – uma das empresas que ficará responsável pelo desenvolvimento do projeto -, Samuel Gomes, acredita que o estudo de viabilidade técnica do empreendimento poderá ser finalizado até o final deste ano.

O estudo da UFRJ teve como objetivo fazer um levantamento das regiões mais viáveis para tal empreendimento em todo o País. A ideia é que o projeto seja desenvolvido pela Ferroeste, mas com a parceria de universidades e prefeitos dos municípios que fariam parte do trajeto – pelo menos 13 entre as duas cidades maiores.

Gomes explica que o encontro de amanhã é para dar rumos ao pontapé inicial de nove anos atrás. Segundo ele, o transporte de passageiros entre Londrina e Maringá via trem tem tudo para dar certo, pois o estudo de viabilidade poderia ter como base a pesquisa da UFRJ.

Sem falar que já há uma linha para trem de cargas, o que facilitaria a instalação do veículo para passageiros. O estudo de viabilidade mostrará questões práticas, como a demanda de passageiros, o número necessário de trens e vagões, se seria necessária a ampliação da linha férrea já existente, ou, ainda, se seria preciso construir outra distinta.

“No encontro de amanhã queremos estabelecer um plano de trabalho para o projeto. Acredito que estamos em um momento bastante propício para o desenvolvimento: temos um programa federal destinado a isso, a necessidade do Brasil de desenvolver essa nova alternativa de transporte e toda uma psicologia das massas querendo o trem de passageiros novamente no País”, comenta Gomes.

Ele avalia, ainda, a importância de um trem de passageiros entre essas duas cidades, consideradas pela UFRJ de um “padrão de desenvolvimento social e econômico dos mais elevados do País” e, ainda, com desenvolvimento da indústria de serviços acentuado. “O trem sempre proporciona uma viagem segura, confortável. Sem falar que é uma alternativa ao transporte coletivo dessas cidades”, diz.

Ainda não é possível, porém, definir o valor do investimento que será feito no projeto, uma vez que o estudo de viabilidade não está pronto. Além do trecho entre Londrina e Maringá, apenas outras duas ligações na região sul foram apontadas como viáveis pela UFRJ: entre as cidades de Bento Gonçalves e Caxias do Sul e entre Pelotas e Rio Grande, ambas no Rio Grande do Sul.