Morte suspeita por leptospirose na Vila Torres, há duas semanas, acendeu a luz amarela na comunidade. Só nos seis primeiros meses deste ano foram notificados em Curitiba 420 casos suspeitos da doença transmitida por bactéria na urina de rato. Destes, 65 foram confirmados e 10 morreram. Embora a doença atinja mais pessoas da periferia, uma das causas está nas regiões centrais das cidades, no lixo reciclável que não é lavado antes de ser jogado fora.

Por isso, o trabalho preventivo da Secretaria Municipal de Saúde são famílias que vivem em áreas de risco ou estão expostas à contaminação por causa do trabalho como coletores de materiais recicláveis e trabalhadores da construção civil. Dos 141 óbitos por leptospirose registrados nos últimos três anos, 86% estavam relacionados ao trabalho das vítimas.

Os principais sintomas da leptospirose são a febre repentina, comumente acompanhada de dores de cabeça e nos músculos e pele amarelada. Os sintomas são confundidos com gripes e outras doenças virais, por isso é importante procurar o quanto antes a unidade de saúde. Andar calçado, não entrar em contato com água suja e inutilizar os alimentos contaminados são as principais precauções para evitar a proliferação da doença. Se for inevitável o contato com a água suja, é importante a utilização de botas e luvas longas que podem ser improvisados com sacos plásticos fixados ao corpo. Também é importante não beber a água contaminada.