Os novos senadores do Paraná, Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), falaram sobre os novos cargos em entrevista ao Meio-Dia Paraná, da RPC TV, nesta segunda-feira (5). Recém-eleitos, os dois comentaram as prioridades para seus primeiros mandatos no Senado e os planos de atuação em defesa de pautas relacionadas ao Paraná.

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Ao agradecer por ter sido o candidato mais votado para o Senado no Paraná, Barros destacou a campanha como uma oportunidade para percorrer o estado e apresentar seu projeto ao lado de Deltan. Como uma das primeiras intenções para o novo cargo, o senador eleito apontou que pretende levar adiante projetos para combater arbitrariedades na Justiça.

“Foram mais de 3 milhões de paranaenses que acordaram no domingo para depositar não apenas o voto, mas a esperança e a confiança no meu nome e no nome do Deltan. Isso nos traz uma responsabilidade grande de lutar muito pelo Paraná, para resolver os problemas do Paraná em Brasília e também de corrigir essas arbitrariedades e injustiças que a gente está vendo acontecer no nosso país”, disse.

Deltan, por sua vez, destacou inicialmente a sequência de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, em um intervalo de cerca de 12 horas, tornaram seus votos inválidos e, posteriormente, válidos novamente. “Isso gerou um nível de desinformação, a um ponto que as pessoas não sabiam mais o que fazer, em quem votar, qual era a consequência, qual era o risco. E foi uma decisão que foi dada violando a lei, arbitrária, abusiva”, apontou.

Prioridades dos senadores

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Questionados sobre as prioridades para a atuação no Senado, os dois candidatos destacaram iniciativas relacionadas ao combate à corrupção e à criminalidade no Brasil. Dallagnol citou como prioridades a defesa da retomada da prisão após condenação em segunda instância, o fim do foro privilegiado e o combate ao enriquecimento ilícito de agentes públicos.

“Na área de combate ao crime organizado, a gente precisa endurecer as penas de quem pratica crimes graves, inclusive violência e abuso sexual. A gente precisa de castração química de pedófilos, endurecer penas contra aqueles que abusam e deixam as nossas famílias em risco todos os dias”, também apontou Deltan.

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Barros afirmou que pretende priorizar pautas relacionadas ao Paraná em Brasília. Entre as ações, citou a busca por melhorias no fornecimento de energia elétrica no estado e mudanças na concessão dos pedágios.

“Nós não podemos permitir que a Copel, depois que foi privatizada, continue prestando um serviço de péssima qualidade, trazendo prejuízo aos nossos produtores rurais, industriais, trazendo prejuízo ao povo do Paraná. Um outro assunto que a gente não pode esquecer é os pedágios. É função dos senadores fiscalizarem as concessionárias para que elas entreguem as obras em dia”, afirmou.

Projeção para o segundo turno das eleições

Com a eleição para presidente da República a ser definida em segundo turno, Dallagnol afirmou que seu primeiro ato de campanha será reforçar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Barros, por sua vez, afirmou que já planeja apresentar, no início do mandato, uma proposta de reforma do Judiciário em Brasília.

Como outra medida, o senador eleito também informou que pretende propor mudanças relacionadas ao combate às drogas. “Hoje, as ruas de Curitiba e de todas as grandes cidades do Brasil estão repletas de moradores de rua por várias razões, mas uma dessas razões é pelo fato das decisões do STF que impediram as prefeituras e os governos do estado de fazerem políticas para tirarem essas pessoas das ruas e, ao mesmo tempo, legalizaram as drogas”, afirmou.

Por fim, Deltan retomou a discussão sobre o Judiciário brasileiro e defendeu mudanças no funcionamento da Justiça. Ele também defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a insegurança no Judiciário compromete a lisura do processo eleitoral.

“Nós não podemos ser juízes parciais. A gente precisa de juízes imparciais que sigam a Constituição e a lei. Não é uma questão de posicionamento político, é uma questão de seguir a regra do jogo. Por isso, nós precisamos fazer o primeiro impeachment constitucional de um ministro do Supremo. Não é vingança, não é retaliação, é restabelecer a ordem e a justiça no nosso país”, concluiu.

Quando os novos senadores assumem?

A posse de Filipe Barros e Deltan Dallagnol está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Os dois terão mandatos de oito anos, até 31 de janeiro de 2035.

Além dos dois eleitos, o Paraná também terá Luis Felipe Cunha (União), de 47 anos, no Senado a partir de 2027. Primeiro suplente de Sergio Moro, Cunha assumirá a cadeira após a eleição de Moro para o governo do Paraná e permanecerá no cargo até o fim do mandato iniciado em 2023, em janeiro de 2031.