Foto: Ciciro Back

Victória Borda, endocrinologista: Para participar, homens têm que ter mais de 50 anos e não podem estar tomando medicamentos para a doença.

Especialistas estimam que cerca de 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose (diminuição da massa óssea) no Brasil. No entanto, por ser uma doença silenciosa, muitas pessoas descobrem apenas em estágios avançados e geralmente quando quebram algum osso.

Para orientar essas pessoas e testar novos medicamentos, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Serviço de Endocrinologia e Metabologia, está chamando voluntários para participarem de pesquisas mundiais na área. Dois tratamentos experimentais estão sendo lançados, focando mulheres, as principais vítimas, e homens.

A coordenadora do programa, a médica endocrinologista Victória Borda, afirmou que as pesquisas entre homens são mais raras. ?Os homens têm que ter mais de 50 anos e não podem estar tomando medicamentos para a doença. Já as mulheres têm que ter mais de 65 anos e não há problemas em já tomar medicamentos. Só não podem ter câncer?, explicou. Quem  tem só a suspeita de que tem a doença também pode se inscrever. A médica não revela o laboratório que está patrocinando a pesquisa, mas informou que 1,7 mil voluntários vão participar no mundo todo. Entrar em pesquisas como essa pode ser uma forma de tratar sem gastar. Esse é o exemplo da dona de casa Emília Colagnezi, 60 anos. Ela disse que há sete anos descobriu que tinha a doença porque fez um plano de saúde e levou para a médica um raio-X que tinha feito um ano antes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). ?Ela mandou fazer outros exames e descobri a doença. Daí minha sobrinha viu na televisão que tinha uma pesquisa internacional e eu fui atrás. Já entrei em outra pesquisa e estou tratando até hoje. Nunca paguei nada?, contou.

Serviço: Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (41) 3079-8863.