As gestantes que ingressarem no programa Mãe Curitibana e não quiserem fazer o teste de HIV, um dos 12 exames disponibilizados para as mulheres que participam do programa, deverão assinar um termo de recusa do teste anti-HIV. A portaria que criou o documento foi assinada pelo secretário da saúde, Michele Caputo Neto, na última quinta-feira e, a partir de agora, a declaração estará disponível em todas as Unidades de Saúde. Todo mês 1.300 gestantes ingressam no programa da Prefeitura.

Ao assinar o documento a mãe irá declarar que foi informada a respeito dos benefícios da realização do exame durante a gravidez e dará ciência de que o diagnóstico e tratamento do HIV durante a gravidez diminui as chances de transmissão do vírus para o bebê. A realização do exame de Aids é gratuita e sigilosa.

Desde o início do programa Mãe Curitibana, em maio de 1999, até o final de 2001, 41.669 mulheres fizeram o teste, o equivalente a 88% do total de 47.351 gestantes vinculadas ao programa. Do total de testes realizados foram identificados 387 exames positivos, o equivalente a 0,93% do total.

A identificação das mulheres que têm o vírus da aids permite que mãe e filho recebam o tratamento adequado desde antes de o bebê nascer para que o bebê nasça livre do vírus. O uso de medicamentos durante a gravidez e no momento do parto diminuem as chances de a mãe transmitir a aids para o bebê. Ao nascer, a criança também recebe um xarope e a mãe, o inibidor de lactação para que o bebê não receba o leite materno. Nestes casos, a criança ingressa no programa que garante o leite artificial por até dois anos.