A preparação começa cedo. Pelas 3h da manhã já tem bastante gente acordada para deixar tudo pronto ao público que começa a chegar a partir das 7h. E depois deste horário o movimento não para de crescer. São pessoas que procuram por produtos frescos e de qualidade, mas também não abrem mão de bom atendimento.

É assim todos os sábados na Feira do Alto da Glória, realizada em quatro quadras da Rua Alberto Bolliger, e é apenas um exemplo do que se espalha pela cidade. Ao todo são 41 pontos de Curitiba que recebem os mais de 250 feirantes e 38 produtores. Mais do que local de comércio, as feiras também são ponto de encontro entre amigos.

Os hortifrutigranjeiros são maioria entre as barracas cerca de 60% de acordo com a Secretaria Municipal de Abastecimento -, mas também faz sucesso a venda de doces, do tradicional pastel e ainda estabelecimentos exclusivos para produtos como peixes, ovos, carnes, massas, flores e cereais. Artesanato, roupas, antiguidades e até cosméticos também marcam presença.

Qualidade e amizade

Aliocha Mauricio
Cecília não perde um sábado.

Entre o vai e vem de clientes, Cecilia Rosa, conhecida como Rosinha, é presença garantida. Aos 92 anos, ela diz que já perdeu as contas de quantos anos frequenta a feira, mas garante que não perde um sábado. “Estou acostumada a vir aqui. Só vou ao mercado comprar frutas e verduras se esqueci de alguma coisa ou se termina antes da feira”, conta. Quando o carrinho enche ela recorre ao filho para ajudar com as compras. Na sua lista não pode faltar o tomate para o molho que Rosinha faz questão de produzir em casa.

Rosinha não é a única. Assim como ela, os feirantes conhecem bem seus clientes. Com o encontro todos os sábados, é inevitável que se tornem amigos. “A clientela é fiel e também se renova. São os filhos que vem no lugar das mães. Eles gostam do bom atendimento e já sabemos o que cada um quer”, observa Casemiro Suider, 55, há 27 anos nas feiras com sua barraca de ovos. “Dou preferência à feira porque muitos produtos são melhores que o mercado. Conheço meus fornecedores há anos e sou fiel a quem me vende com qualidade”, afirma o chef de cozinha Julio Burko, 74.

Família

Aliocha Mauricio
Júlio dá preferência à feira porque muitos produtos são melhores que os do mercado.

Da mesma maneira como acontece com os clientes, o envolvimento dos feirantes também vem de família. Luci Buiar, 59, começou a trabalhar na feira aos sete anos, na barraca de cereais de seu pai. “Naquela época não tinha mercado, era a feira mesmo. Agora tem bastante mercado, farmácia, mas aqui o cliente pode escolher à vontade”, diz ela que mesmo trabalhando em outras atividades, sempre volta para a feira.

Programação no site da secretaria

As chamadas feiras livres volantes estão em 41 pontos da cidade, de terça-feira a domingo, entre 7h e 11h30. No site da Secretaria Municipal de Abastecimento está disponível a programação diária de onde os feirantes tomam as ruas: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/feiras-programa-feirasvolantes-secretaria-municipal-do-abastecimento/258

Além das feiras livres, também tem as feiras verdes, noturnas, gastronômicas, além da Feira do Litoral e o Programa Direto da Roça e Mar.