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Paraná

Evento reúne carros antigos em Guaratuba

  • Por Rosângela Oliveira

Descer até o litoral do Estado pela Estrada da Graciosa em um luxuoso modelo Dogde conversível, de 1950. Já na praia, tomar um delicioso banho de mar usando maiô com estampas de bolas nas cores preto e branco. Essas situações, que para muitos são apenas coisas do passado, estão sendo resgatadas por um grupo de apaixonados por carros antigos, que neste fim de semana, esperam reunir perto de sessenta colecionadores em Guaratuba.

O Verão dos Veteranos é o encontro tradicional do Veteran Car Club, que reúne há 25 anos os associados do Paraná com amantes de carros antigos de outros estados, como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O diretor de eventos do Veteran, Roberto Biesemeyer conta que durante o encontro uma comissão julgadora escolhe o melhor carro, que recebe o troféu “José Kuntz” – nome em homenagem a um colecionador que faleceu em um acidente na estrada, próximo a Curitiba. No ano passado o carro premiado foi um Oldsmobile preto, ano 56, pertencente a Biesemeyer. Esse ano, ele vai participar com um Chevrolet vermelho, de 1941.

Entre os destaques do encontro estão um modelo A, da Ford, de 1929, um raro conversível da Dogde, de 1950, e Catalina 53, da divisão Pontiac da GM americana, que pertenceu ao comediante Amácio Mazzaropi. “Será o primeiro passeio desse carro depois da sua restauração”, disse o diretor. Também está sendo esperada a participação do empresário paulista, Ogi Pozzoli, considerado um dos maiores colecionadores da América Latina, que possui no seu acerto 160 modelos, todos guardados em casa.

História

“Por trás da paixão por carros antigos sempre há a tradição familiar”, diz o médico Clóvis Beraldi, que herdou do pai um carro da Chevrolet de 1939, e mais tarde comprou um Bel Air, também da Chevrolet, ano 52. Ele garante que vai continuar incentivando isso na família, e já prometeu os carros para os dois netos. Beraldi lembra que a viagem mais longa que fez com o modelo 52 foi para Assunção, no Paraguai, quando percorreu cerca de mil quilômetros. Mesmo reconhecendo que os modelos atuais são mais confortáveis e práticos, o colecionador diz que adora exibir os carros antigos pela curiosidade que eles despertam. “É igual a moça bonita, que por onde passa, todo mundo olha”, compara.

Mas ao contrário do que se pensa, essa a paixão por carros antigos não é coisa apenas de homens. A professora Maria Lúcia Cantarelli faz questão de contar que um dos primeiros carros que circulou pelas ruas de Curitiba, um Buick 1927, pertenceu a sua avó, e está na família até hoje. Mas é dentro do Ford 1946 que Maria Lúcia gosta andar. “Isso para mim é uma nostalgia, uma volta a um passado que teve todo um glamour, um charme especial”, diz. A única reclamação que a professora tem a fazer com relação aos carros é ter que dividir com eles a atenção do pai, o empresário Marcos Vinícius Cantarelli. “O pai tem mais ciúmes dos carros do que de mim”, declara. O pai se defende, dizendo que tudo não passa “de intriga da oposição”, e que no seu coração existe lugar para as duas paixões.

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