As obras do Parque do Centenário da Imigração Japonesa, que será construído no bairro Uberaba, às margens da Avenida Comendador Franco – mais conhecida como Avenida das Torres -, em Curitiba, devem começar no início de 2009.

Pelo menos essa é a expectativa da prefeitura, que lançou nesta semana o edital de licitação da obra, que deve custar cerca de R$ 15 milhões. No entanto, a atual concorrência é para a construção da primeira fase do parque, orçada em R$ 3,6 milhões.

O projeto prevê a recuperação de 500 mil metros quadrados dentro da área de preservação ambiental do Iguaçu, local que desde 1998 abrigava centenas de famílias que invadiram o lugar, conhecido como bolsão Audi/União.

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) já começou a remoção dos moradores. Segundo o diretor de Parques e Praças da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Sérgio Tocchio, a área está bastante degradada.

“Resolvemos fazer o parque como proteção da área e para evitar novas enchentes no local”, diz. Outra função será a de dar segurança ao Aeroporto Afonso Pena, já que o parque ficará bem na linha da pista de aterrissagem das aeronaves.

Na primeira fase da obra serão construídos um lago com 250 mil metros quadrados, centro de apoio, pátio aberto, área de lazer, estacionamentos, paisagismo e a reprodução dos mapas do Brasil e Japão, com seus relevos e hidrografias.

“A intenção é fazer entender como ocorreu a vinda dos imigrantes”, comenta o diretor. Para essa fase da obra, os recursos de R$ 3,6 milhões são provenientes de emendas federais com contrapartida da prefeitura no valor de R$ 600 mil – o município também já desembolsou cerca de R$ 1 milhão com desapropriações.

Se o cronograma for cumprido, essa fase será entregue em oito meses. Já a segunda etapa, mais cara e na qual estão incluídos trabalhos de terraplanagem e construção de vias de acesso, não tem previsão para começar, pois depende de recursos.

Limpeza de lago quase pronta

Anderson Tozato
Foram retirados 4 mil metros cúbicos de lodo do lago do Parque Barigüi.

O diretor de Parques e Praças da Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba, Sérgio Tocchio, adianta que a primeira etapa de limpeza e desassoreamento do lago do Parque Barigüi foi concluída.

O término do trabalho depende da liberação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para o destino final dos cerca de 4 mil metros cúbicos de lodo que foram retirados do local.

O material está armazenado em enormes sacos que estão depositados atrás da Academia Municipal Judeth Passos, no próprio parque. Sérgio Tocchio explica que os sacos são feitos com tecido sintético permeável, que funcionam como uma espécie de filtro.

A água resultante do material volta para o lago e os demais resíduos são usados como substrato para vegetação. A tecnologia não provoca sujeira e é inodora. O IAP confirma que já aprovou o pedido da prefeitura para que o material seja depositado em uma antiga vala séptica na Cidade Industrial (CIC).