Política

Curi diz que chapa com Greca para governo do Paraná está na mesa de Ratinho Jr.

alexandre curi está no páreo para governo do paraná
Foto: Valdir Amaral / ALEP

Após confirmar a saída do PSD rumo ao Republicanos, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, deve ser lançado pela nova sigla como pré-candidato ao governo do estado. Ele espera receber o apoio do governador Ratinho Junior (PSD).

Em entrevista à Gazeta do Povo, Curi disse que a saída do partido foi acordada com o chefe do Executivo paranaense e que o Republicanos e o PSD serão aliados na tentativa de fazer um sucessor do grupo político para a continuidade da gestão de Ratinho Junior. Além disso, o deputado estadual confirma que mantém conversas com o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), que também é pré-candidato ao governo e deixou o PSD no mês passado.

“Vou trabalhar para que o governador possa indicar o meu nome como seu sucessor, formando essa frente partidária que nós construímos. […] Estou conversando muito com o Greca para que nós possamos estar juntos nesse processo, com alguns partidos”, afirmou Curi.

Questionado se a dupla pode formar uma chapa ao governo com aval do PSD, ele respondeu que a proposta está na mesa de Ratinho Junior e será discutida pelo grupo político. “O governador foi muito claro: não há uma escolha, não há uma definição, mas a minha ida para o Republicanos e a ida do ex-prefeito para o MDB não impedem um consenso em torno do meu nome ou do nome do Rafael Greca”, disse o deputado estadual.

Assim, de acordo com ele, o governador pode apoiar um candidato ao governo estadual que não esteja filiado ao PSD, sendo que o partido pode ocupar o posto de candidato a vice e as duas vagas em chapa para disputa ao Senado.

Alexandre Curi nega falta de espaço no PSD para disputar o governo

As saídas de Curi e Greca foram motivadas principalmente pela preferência de Ratinho Junior em lançar o nome do secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), como pré-candidato à sucessão do grupo político. No entanto, o nome dele não foi oficializado pelo governador paranaense — após a desistência da pré-candidatura presidencial, Ratinho Junior passou a replanejar as estratégias eleitorais do partido no estado.

Questionado sobre a saída do PSD, o presidente da Alep negou que a decisão foi motivada por falta de espaço para concorrer ao Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense. “Em nenhum momento a minha saída reflete uma decisão já tomada pelo governador. Até porque ele sempre foi muito transparente comigo ao dizer que não tomou essa decisão”, disse Curi.

De acordo com o deputado, um acordo com o governador ainda deve frear uma eventual saída de aliados com a intenção de segui-lo após a filiação ao Republicanos. “Alguns deputados do PSD gostariam de me acompanhar, mas como é um processo conduzido por mim e pelo governador, conversei individualmente com cada um. A saída de sete ou oito deputados poderia representar uma ruptura. Esse não é o meu objetivo, nem o do governador”, pontuou ele.

Aliança PL-Novo reforça necessidade de consenso e da presença de Ratinho Jr. na campanha

Na avaliação de Curi, a filiação ao PL do senador e pré-candidato ao governo Sergio Moro, com apoio do Novo, mudou o quadro político das eleições no Paraná. Para ele, o movimento reforça a necessidade de reorganização do grupo político construído ao longo dos sete anos de mandato do governador Ratinho Junior.

“Nós sempre defendemos a unidade do governo, mas claro que a ida do Moro reforça a importância de se buscar consenso para manter essa paz política que existe no Paraná durante o processo eleitoral”, reconheceu.

Segundo pesquisa de intenção de voto do instituto AtlasIntel divulgada na última quinta-feira (02/04), os nomes de pré-candidatos cotados pelo grupo político de Ratinho Junior aparecem atrás do ex-juiz da Lava Jato. Em três cenários estimulados, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados para escolha do eleitor, Moro lidera com mais de 51%.

Esse índice, se confirmada a preferência do eleitor nas urnas, concederia a Moro uma vitória no primeiro turno. Além disso, o pré-candidato da oposição, o deputado estadual Requião Filho (PDT), soma entre 27% e 28,8% das intenções de voto, resultado que o coloca na segunda colocação.

Com o início da campanha eleitoral, a estratégia do grupo político de Ratinho Junior será aliar a imagem dele ao candidato escolhido para alavancar o potencial de transferência de votos, na carona da alta aprovação do governador paranaense. “A presença física dele é extremamente importante. Se ele tivesse um projeto nacional, estaria pouco tempo no estado”, disse Curi.

De acordo com ele, há a possibilidade de, nos últimos 30 dias de campanha, Ratinho Junior pedir uma licença do cargo para se dedicar ao processo eleitoral. “Isso é um diferencial muito grande, extremamente favorável para o nosso grupo político”, avaliou Curi.

Metodologia da pesquisa citada: 1.254 entrevistados pela AtlasIntel entre os dias 25 a 30 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-00105/2026.

Leia o conteúdo na Gazeta do Povo.

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