Quinze pessoas assumiram ontem a nova diretoria do Conselho dos Detetives do Brasil. A entidade foi criada em 1987, no Mato Grosso do Sul, e desde 1995 tem a sede principal em Curitiba. Os novos presidente, vice-presidente, secretário-geral e diretores ocuparão os cargos por três anos consecutivos, até que novamente se realize uma eleição direta da categoria em nível nacional.

Atualmente, são cerca de quinhentos detetives em atuação no Brasil – 120 no Paraná – formados por dez escolas consideradas idôneas, entre elas as paranaenses Academia Nacional de Detetives Profissionais e Instituto Sul-Americano de Investigações Privadas. Os profissionais, bastante caracterizados pela indústria cinematográfica e televisiva, exercem uma atividade que gera uma série de curiosidades em grande parte da população, mas que também exige muita responsabilidade. “O detetive é um agente oculto, que pode ser contratado tanto por empresas quanto por particulares”, comenta o novo presidente do conselho, Carlos Kroin. “São chamados para investigar casos de infidelidade conjugal, fraudes, fazer a localização de pessoas e levantamento de provas a serem utilizadas judicialmente.”

A remuneração de um detetive iniciante varia de R$ 200 a R$ 400 ao dia. As escolas idôneas, que formam profissionais capacitados a atuar na área, possuem cursos com duração de seis meses a um ano. Os futuros detetives recebem noções de Direito, aprendem sobre o código de ética e o estatuto da profissão, campana, coleta de dados, provas e informações, além de outras funções inerentes à atividade. (Cintia Végas)

Serviço – Para saber se um detetive é ou não registrado no conselho, basta ligar para (41) 3027-6772 ou entrar no site www.conselhodosdetetivesdobrasil.com.br.