Foto: Walter Alves
Estudantes foram às ruas
pedir passe livre.

A definição sobre o novo valor da tarifa do transporte coletivo na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ficou para hoje de manhã, em nova reunião, na sede da Urbs. No encontro de ontem entre o presidente da Coordenadoria da Região Metropolitana (Comec), Alcidino Pereira Bittencourt, o presidente da Urbs, Sérgio Tocchio, e o secretário das Finanças de Curitiba, Carlos Carvalho, nenhuma decisão foi tomada. A possibilidade de implantação de uma tarifa única para a Rede Integrada de Transporte (RIT) foi o assunto discutido com os técnicos e empresários responsáveis pela manutenção dos veículos usados nas linhas de transporte coletivo.

A Comec, que havia confirmado a manutenção do valor de R$ 1,65 para as linhas metropolitanas, voltou atrás e divulgou que será preciso um reajuste na tarifa. Segundo a Comec, os valores utilizados hoje não cobrem todas as despesas que o órgão teria para repassar às empresas de ônibus. Com essa decisão, o valor da passagem poderia subir até R$ 0,10 em relação ao que é cobrado hoje, ficando inclusive mais caro do que a tarifa cobrada desde segunda-feira nas linhas urbanas de Curitiba (R$ 1,70).

Dessa forma, a reintegração financeira seria a fórmula para acabar com todo o impasse que já dura mais de um mês na capital. Mas para isso, Urbs e Comec teriam que entrar em acordo e encontrar um valor comum.

O coordenador administrativo da Comec, Flores Pilarski, que participou de uma reunião com o secretário especial de Assuntos Metropolitanos Edson Luiz Strapasson e com o presidente da Comec, após o encontro na Urbs, afirmou que nenhum valor está definido para as tarifas de ônibus. De acordo com ele, a proposta da Urbs continua a mesma, tarifa única de R$ 1,90. Mesmo assim, ele afirma que estão buscando um denominador comum. “Já realizamos cálculos que comprovam que não será necessário um reajuste tão grande. Ainda podemos entrar em acordo, mas dependemos de uma posição do governador”, diz.

Segundo o coordenador da Comec, Strapasson e Pereira foram no final da tarde de ontem até o Palácio, para tentar saber o posicionamento do governo com relação ao impasse. A assessoria de imprensa do governo, porém, informou que o governador Roberto Requião deixou o Palácio Iguaçu às 16h de ontem, e que tem viagem marcada para hoje de manhã. A assessoria também afirmou que, até meio da noite de ontem, o governador não havia manifestado qualquer opinião final sobre o assunto.

Mesmo assim, uma contra-proposta da Comec deve ser apresentada à diretoria da Urbs. O presidente da Comec afirmou que precisa da aprovação do governador para que entre em acordo com a Urbs. “Estamos em busca de uma tarifa única, para que todos saiam ganhando. Tantos os passageiros quanto as empresas”, diz.

Protesto

Ontem, cerca de 250 estudantes de Curitiba se concentraram em frente à Escola Estadual Pedro Macedo para protestar pelo passe livre. Em seguida, eles seguiram para o terminal do Portão. Apesar de rápido, o ato provocou tumulto e a presença de policiais armados com balas de borracha.

Hoje, os estudantes vão sair da Escola Estadual Paulo Leminski para protestar no terminal do Capão da Imbuía. Já amanhã a manifestação está prevista para o terminal da Vila Hauer e na sexta-feira no terminal do Cabral.