Foto: João de Noronha

Nova previsão de inauguração da instituição é para meados de junho. Obra será referência no Sul.

Problemas nas licitações de mobiliário e equipamentos acabaram atrasando a inauguração do Centro Hospitalar de Reabilitação do Paraná, que fica no bairro Cabral, em Curitiba. Obra que recebeu um investimento de R$ 35 milhões, o centro já está totalmente concluído desde dezembro, como previa o cronograma, mas ainda não pôde ser aberto ao público devido a peculiaridades dos móveis e equipamentos que precisam ser adquiridos. A nova previsão para a inauguração do hospital, que promete ser um centro de referência na reabilitação no Sul do País, é para meados de junho.

Como o Centro de Reabilitação, construído junto à Associação Paranaense de Reabilitação (APR), é destinado principalmente para o atendimento de deficientes físicos, todos os móveis e aparelhos a serem comprados para equipar o hospital precisam ser específicos, atendendo às necessidades (de espaço e locomoção, por exemplo) dos pacientes. Isso, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), tem atrasado o processo de licitação, que deve ter sua fase de levantamento concluída até a segunda semana de abril, para depois ser lançado o edital.

?Toda a obra está dentro da cronologia apresentada pela Secretaria de Obras e pela empresa contratada para o serviço; o que está atrasando um pouco é esse levantamento dos equipamentos mais apropriados. Mas esse atraso é necessário, já que queremos contar com o que há de melhor para atendimento de acidentados e deficientes físicos?, explicou Antônio Paulo Mallmann, coordenador do projeto do Hospital de Reabilitação. ?Traremos para Curitiba um laboratório capaz de avaliar o grau de deficiência de cada paciente, as possibilidades de reabilitação e o tratamento adequado. Só há seis equipamentos como esse no País. Um investimento desses não pode ser feito às pressas?, exemplificou.

Mallman lembrou que, diferente da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), unidade de referência na reabilitação, o centro do Paraná não será apenas uma unidade de reabilitação, funcionando também como um hospital normal. ?Temos seis andares no prédio: os três primeiros são destinados somente à reabilitação, mas nos três superiores funcionará um hospital com 64 leitos e 10 UTIs. Essa estrutura poderá ser utilizada para uma vítima de acidente ou de um tiro que atinja a medula, por exemplo?, disse, assegurando que, se funcionasse só como centro de reabilitação, a unidade já estaria em funcionamento.

?Mas queremos inaugurar todo o hospital de uma vez, para darmos o mais completo atendimento a nossos pacientes?, explicou. O centro também credenciará unidades de reabilitação em quatro regiões do interior do Estado para trazer a Curitiba somente os casos de maior complexidade.

O secretário executivo da APR, Lauro Gouvêa, explicou que, enquanto o hospital não é inaugurado, o Paraná segue tendo que encaminhar pacientes para São Paulo e Brasília, onde estão os principais centros de reabilitação. ?Temos uma estrutura pequena, mas que dá conta de muitas das demandas de Curitiba. O propósito do centro é outro, é de ser uma referência regional, contamos com ele para não precisarmos mais encaminhar pacientes para outros estados. A demanda é grande e sua construção, necessária.? Por mês, cerca de 70 pacientes paranaenses são obrigados a buscar tratamento de reabilitação fora do Estado.

Construção será uma das mais modernas do País

Foto: João de Noronha

Modernidade no local.

O Centro Hospitalar de Reabilitação do Paraná, que fica localizado no bairro Cabral, em Curitiba, será o maior e mais moderno hospital público de reabilitação de todo o País. Os três primeiros pavimentos serão destinados à reabilitação e diagnóstico e os outros três serão hospitalares, ou seja, destinam-se aos internamentos, centros cirúrgicos e setor de UTI.

O centro terá 64 leitos e mais 10 UTIs, sendo seis para adultos e quatro pediátricas, além de quatro salas cirúrgicas.

Em anexo, terá dois ginásios contendo três piscinas térmicas e setor de reabilitação física. Será ainda um órgão formador de profissionais.

A construção do Centro de Reabilitação faz parte da política estadual de assistência à saúde da pessoa com defîciência. A estimativa é que no Paraná 1,77 milhão de pessoas têm algum tipo de deficiência física ou mental. Com o investimento que foi realizado durante sua construção, o centro prestará atendimento multidisciplinar para pessoas com deficiência física, motora, sensorial (auditiva e visual). Além disso, a instituição será credenciada para atender pacientes de todo o Paraná, com capacidade de atendimento de 400 pessoas por dia.