Conclusão do inquérito

Caso Gassi Mazia: autor pode responder por feminicídio e abandono de incapaz

Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi morta a facadas neste sábado (5).
Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi morta a facadas neste sábado (5). Foto: Ana Dantas / redes sociais

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito sobre a morte da médica Gassi Mazia, ocorrida em 5 de setembro, em Maringá, no Norte do Paraná. João Vitor Domingues Romeiro será indiciado por feminicídio e abandono de incapaz.

Para que ele se torne réu, o inquérito ainda precisa ser analisado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). A partir dessa análise, o órgão pode apresentar a denúncia à Justiça. Caberá ao Judiciário decidir se aceita ou não a acusação. O feminicídio é julgado pelo Tribunal do Júri, o que envolve um rito específico no processo criminal.

Segundo informações do Bom Dia Paraná, da RPC TV, os elementos reunidos pela polícia levaram a essa conclusão. A investigação aponta que o possível motivo do crime foi a não aceitação, por parte de João Vitor, do fim do relacionamento.

Gassi Mazia foi morta com 14 facadas, que provocaram uma hemorragia aguda. As investigações indicam que, após o crime, João Vitor teria permanecido no apartamento com o corpo da médica. O filho de oito meses do casal também estava no imóvel.

A criança estava ao lado do corpo, mas não sofreu ferimentos. Ela foi acolhida por familiares. João Vitor foi localizado horas depois, em Mandaguari, na região de Maringá, na casa de familiares. Segundo as informações apresentadas, ele teria confessado o crime, que foi comunicado às autoridades pela família.

Autor do crime está preso

No dia do crime, João Vitor foi internado com ferimentos no pescoço. Duas audiências de custódia foram canceladas durante o período de internação, que se estendeu até 11 de setembro. Ele não conseguia se comunicar verbalmente porque passou por uma traqueostomia no hospital.

Após receber alta, João Vitor foi encaminhado ao sistema prisional e permanece preso em Maringá. Ele ocupava um cargo comissionado na Procuradoria da Prefeitura de Marialva e foi exonerado após o crime.

Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) suspendeu cautelarmente seu registro profissional por 90 dias. O caso foi encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina da entidade, onde deve ser instaurado um processo disciplinar.

Desde a data do crime, a Tribuna do Paraná tentou contato com a defesa de João Vitor, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

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