O laudo da perícia concluiu que a médica Gassi Mazia, de 37 anos, morreu em decorrência de uma hemorragia aguda provocada por 14 facadas. Ela foi morta no dia 5 de setembro pelo marido, o advogado João Vitor Domingues Romeiro, em Maringá, no Noroeste do Paraná.
Conforme o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, três facas foram encontradas ao lado do corpo da médica no momento do atendimento da ocorrência, que era tratada como suspeita de feminicídio. Além dos ferimentos provocados pelas facadas, o laudo também apontou sinais de esganadura no corpo da vítima.
Gassi foi morta dentro do apartamento onde morava com João Vitor e o filho do casal, de oito meses. Desde a ocorrência, a criança está sob os cuidados da família materna. O bebê não sofreu ferimentos.
Segundo informações apresentadas pelo Bom Dia Paraná, da RPC TV, João Vitor teria confessado a uma parente que matou a médica no mesmo dia em que o crime ocorreu. A familiar já prestou depoimento à polícia, e o relato passou a integrar a investigação sobre a morte de Gassi.
Suspeito está sob custódia
No fim de semana em que Gassi foi morta, João Vitor foi internado com ferimentos no pescoço. Durante o atendimento médico, ele passou por uma traqueostomia. Enquanto permanecia internado, duas audiências de custódia chegaram a ser canceladas.
Na sexta-feira (11), o advogado recebeu alta hospitalar e foi encaminhado da unidade de saúde para a cadeia pública da região, onde permanece sob custódia. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) não divulgou informações sobre a realização da audiência de custódia nem informou se João Vitor já prestou depoimento no curso da investigação.
Desde a data do crime, a Tribuna do Paraná tenta contato com a defesa de João Vitor. O espaço permanece aberto para manifestações.
João Vitor ocupava um cargo comissionado na Procuradoria da Prefeitura de Marialva e foi exonerado após o crime. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) suspendeu cautelarmente seu registro profissional por 90 dias. O caso foi encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina da entidade, e um processo disciplinar deve ser iniciado.
