O engenheiro civil que fez o projeto estrutural do Edifício Don Gerônimo, em Maringá, noroeste do Estado, preferiu não apresentar ontem o relatório que elaborou sobre a queda de parte das sacadas do prédio, diante da decisão dos condôminos em demolir as estruturas que permaneceram intactas. A comissão que investiga as causas do acidente ganhou o reforço de mais instituições e vai produzir um relatório, mas que não tem data para ser concluído.

Uma reunião entre todos os envolvidos foi realizada ontem de manhã. Ficou determinado que o prédio não poderá demolir o restante das sacadas até a conclusão do laudo.

A decisão de remover as sacadas aconteceu em uma assembléia com os moradores do edifício nesta semana. Eles levaram em conta uma indicação do Corpo de Bombeiros para isto, além de fatores financeiros. As sacadas seguem interditadas. O acidente aconteceu no último dia 27 de outubro e não deixou feridos.

Desde ontem, Corpo de Bombeiros, prefeitura de Maringá, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) do Paraná, associação dos engenheiros da região e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) trabalham com novas análises e estudos para chegar a um relatório final.

“A Defesa Civil e as entidades de classe devem saber as causas não só por este prédio, mas também para prevenir outros acidentes. Queremos ter as respostas o mais rápido possível”, conta Vagner Mussio, diretor de operações da Defesa Civil de Maringá.

Possivelmente, o levantamento realizado pela comissão será confrontado com o relatório do engenheiro responsável pelo projeto estrutural do edifício. Até o momento, não há indicações dos culpados pela queda das sacadas.

Já foi especulado que o acidente teria sido causado pela falta de manutenção. No entanto, somente as avaliações da comissão que investiga o sinistro poderá afirmar com certeza o que aconteceu e de quem é a culpa.