Apesar de ter um novo ministro na Agricultura, Reinhold Stephanes, e de renovar as promessas de apoio à exportação do agronegócio, o orçamento do governo federal para a defesa sanitária está dando como superada a crise da aftosa que estourou em dezembro de 2005. Stephanes elegeu como prioridade a defesa sanitária animal, com destaque para a febre aftosa. Ele quer a maior participação dos Estados e admite até usar o Exército em ações de fiscalização nas fronteiras com países considerados críticos, como Bolívia e Paraguai.

Só que não há dinheiro para atender as propostas, como o próprio governo admite, mesmo sendo o Brasil o maior exportador de carne bovina e de ter faturado, entre janeiro e fevereiro de 2007, US$ 690 milhões (R$ 1,4 bilhão), 52,8% mais que em igual período de 2006. O orçamento continua minguado, apesar de a União Européia (UE) manter o embargo à carne de algumas regiões brasileiras, como o Paraná, onde, na quinta-feira, o frigorífico Garantia, um dos maiores da região, demitiu 800 empregados.

O orçamento de 2007, aprovado para o setor de defesa sanitária do Ministério da Agricultura, que reúne as defesas animal e vegetal, foi de R$ 265 milhões. Cortada na aprovação final, a dotação ainda sofreu contingenciamento de 20% em março. Hoje, o valor é de R$ 127 milhões, 6% menor que os R$ 135 milhões executados em 2006.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo