O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira, que ninguém imaginava que o Brasil entraria nessa crise. Segundo ele, o governo trabalhou para que o Brasil encontrasse credibilidade na área econômica já em 2005, porque o governo tinha clareza de que seria o melhor crescimento econômico.

"O que ninguém imaginava é que íamos entrar nessa crise, que só o tempo vai esclarecer", disse o presidente. Ele ressaltou o papel importante da CPI nas investigações. Segundo ele, tanto a Câmara dos Deputados quanto o Judiciário vão tomar as medidas necessárias para apurar os fatos.

No entanto, Lula disse que não pode haver açoitamento das investigações. Segundo ele, é humanamente impossível querer que a CPI termine antes do prazo e que o Ministério Público mova uma ação sem que as investigações tenham terminado e que a Justiça julgue antes também das investigações.

"É assim que se faz em uma democracia. Agora, o mais grave é quando se bota mais veneno nessa crise e se envolve pessoas como o ministro Márcio Thomaz Bastos", disse Lula, se referindo ao depoimento do doleiro Carlinhos Barcelona.

O presidente também criticou a atuação dos procuradores do Ministério Público de São Paulo, que divulgaram informações sobre o depoimento de Rogério Buratti envolvendo o ministro Antonio Palocci nas denúncias de corrupção. "O Ministério Público, sem concluir as investigações não podia fazer um carnaval daquele e colocar em risco todo o trabalho que fizemos para não colocar a economia em risco", disse Lula.