A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que todos os anos 1,2 milhão de pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito no mundo e cerca da metade dessas vítimas tem entre 15 e 44 anos, o que representa alto custo econômico para os países. Embora os países desenvolvidos concentrem a maior parte da frota de veículos, são as nações em desenvolvimento que registram o maior número de óbitos por violência no trânsito. No Brasil, as estimativas são de que neste ano cerca de 40 mil pessoas percam a vida em acidentes de trânsito

Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), os acidentes de trânsito provocaram, em 2002, a morte de 32.730 pessoas nas ruas e estradas brasileiras. Isso representa 25,7% de todas as mortes por causas externas registradas naquele ano. Do total dos óbitos, a maioria ocorreu entre homens (26.679 mortes, ou 81,5%). Segundo técnicos do Ministério da Saúde, o uso abusivo de bebidas alcoólicas, a alta velocidade e as condições precárias dos veículos foram as principais causas associadas aos acidentes.

No dia 1º de junho, o Programa de Redução de Acidentes SOS Estradas divulga, no Rio de Janeiro, um estudo apontando os números de acidentes nas estradas e cidades brasileiras, as principais causas desses sinistros e sugerindo formas de enfrentar o problema. O coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Alberto Rizzotto diz que ?a impunidade dos motoristas, a imprudência, o excesso de velocidade, as ultrapassagens perigosas e o desrespeito à sinalização, além da fadiga por excesso de horas ao volante” são as principais causas dos acidentes. Segundo ele, a estimativa do SOS Estradas é que, anualmente, 42 mil pessoas morrem em decorrência de acidentes de trânsito no Brasil.