A intensificação da violência na Síria, principalmente após o massacre que deixou 108 mortos na última sexta-feira, levou diversos países a anunciar a expulsão de diplomatas sírios de seus territórios, como França, Reino Unido, Canadá, Itália, Espanha, Alemanha e Austrália.

A França comunicou nesta terça-feira a expulsão do embaixador sírio como o objetivo de elevar a pressão a Damasco. O presidente François Hollande disse aos jornalistas que a embaixadora Lamia Shakkour será notificada “hoje ou amanhã” de que deve deixar o país.

Hollande disse que durante discussões com o primeiro-ministro britânico David Cameron e com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon “decidimos tomar uma série de medidas de pressão contra a Síria”, que incluem a expulsão dos diplomatas.

Autoridades britânicas também disseram que diplomatas sírios serão expulsos do país em protesto contra as mortes da semana passada. As fontes falaram em condição de anonimato, já que o secretário de Relações Exteriores William Hague ainda não fez o anúncio oficial.

Comunicado do governo italiano informa que o embaixador da Síria em Roma também será expulso. “O embaixador Khaddour Hasan foi convocado ao Ministério de Relações Exteriores e comunicado que é ‘persona non grata'”, diz o documento, expressando a “indignação pelos crimes hediondo realizados contra a população civil”.

Espanha, Itália, Austrália, Canadá e Alemanha também informaram que expulsarão diplomatas sírios de seus territórios.

Hollande disse também que Paris vai realizar uma reunião, no início de julho, com os chamados Amigos da Síria, para buscar uma solução diplomática para o conflito. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.