Os presidentes dos países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) rejeitaram, nesta terça-feira, a denominada “Lei Arizona”, aprovada pelo Estado norte-americano e que tipifica como delito tanto a condição imigratória ilegal como transportar e dar emprego a imigrantes sem documentos. Para os chefes de Estado, a mencionada lei “poderia legitimar atitudes racistas na sociedade de destino e risco latente de violência por ódio racial com lamentáveis episódios, dos quais já têm sido vítimas os cidadãos sul-americanos”.

Os presidentes também divulgaram uma nota de apoio à decisão do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, de declarar estado de exceção em cinco Departamentos (Estados) do país, sob a alegação de combater o grupo armado intitulado Exército do Povo Paraguaio, que é acusado de assassinatos e sequestros na região.

O comunicado manifesta “solidariedade com o governo da República do Paraguai em sua luta contra a violência criminal que afeta a cinco Departamentos do País e que atenta contra os cidadãos, cidadãs e instituições do Estado, e apoia as medidas que, dentro do respeito dos direitos humanos e valores democráticos consagrados em sua Constituição, têm sido adotadas em defesa das liberdades e na busca de um maior bem-estar com justiça, liberdade e segurança para o povo paraguaio”. O estado de exceção autoriza o Exército a atuar no combate aos grupos criminosos e inclui cidades na fronteira com o Brasil.

Malvinas

Reunidos em Campana, distante 70 quilômetros de Buenos Aires, os presidentes da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador Paraguai, Uruguai e Venezuela e chanceleres da Colômbia, Peru, Guiana e Suriname, também reiteraram nota de respaldo aos “legítimos direitos da República Argentina na disputa de soberania com o Reino Unido de Grã Bretanha e Irlanda do Norte referido à questão das Ilhas Malvinas”.

No comunicado sobre o assunto, os chefes de Estado recordaram o “permanente interesse regional” de que os governos mencionados “retomem as negociações a fim de encontrar, o mais breve possível, um solução pacífica e definitiva na disputa de soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, e os espaços marítimos circundantes, conforme as resoluções e declarações pertinentes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização de Estados Americanos (OEA)”. A nota rejeita também “as atividades de exploração dos recursos naturais não renováveis da plataforma continental argentina, que ilegalmente desenvolve” a Inglaterra.