O Taleban matou Hajji Abdul Jabbar, administrador de Arghandab, um importante distrito no limite da segunda maior cidade do Afeganistão. A morte é um revés nos planos dos Estados Unidos para estabilizar a região de Kandahar. Jabbar morreu junto com seu motorista e mais um homem, quando um carro-bomba explodiu perto de seu veículo, no centro de cidade de Kandahar, na noite de terça-feira, disseram funcionários afegãos.

Nos últimos meses, militares dos EUA e autoridades civis investiram milhões de dólares em Arghandab, uma área de fazendas famosa por suas romãs, que se estende por um rio em um vale a nordeste da cidade de Kandahar. Uma prioridade da coalizão era reforçar a autoridade de Jabbar, um ex-guerrilheiro da luta contra a União Soviética. Funcionários norte-americanos se aproximaram de Jabbar. A habilidade dele de convencer os líderes locais a se voltarem contra o Taleban é uma rara história de sucesso no sul afegão. “Ele é uma figura insubstituível”, disse Zalmai Ayoubi, o porta-voz do governo provincial de Kandahar.

A estratégia da coalizão para Kandahar enfoca a construção de uma governança local crível, que possa prover alternativas para o Taleban em distritos importantes no entorno da cidade, especialmente em Arghandab, Zhari e Panjway. Os militares dos EUA planejam iniciar uma grande ofensiva militar na área nos próximos meses. No domingo, o presidente afegão, Hamid Karzai, e o comandante da coalizão, general Stanley McChrystal, viajaram a Kandahar para uma reunião com líderes tribais que apoiaram a ofensiva militar.

Inicialmente marcada para junho, a ofensiva foi adiada por causa da indecisão de Karzai sobre esse plano, e também pela dificuldade de enviar tropas para a área.

O Taleban tenta se contrapor a essa estratégia da coalizão assassinando afegãos que desafiam o grupo e se aliam ao governo. As mortes recentes incluem o vice-prefeito de Kandahar, além de graduados policiais e militares e líderes tribais que apoiam Karzai.

Na semana passada, um suicida do Taleban matou mais de 40 pessoas em Arghandab, durante um atentado contra dezenas de policiais e membros de uma milícia apoiada pelos EUA. O escritório de Jabbar em Arghandab tinha proteção dos militares norte-americanos, mas ele estava vulnerável durante a viagem diária para sua residência, em Kandahar. As informações são da Dow Jones.