O “herdeiro” da monarquia líbia, derrubada pelo coronel Muamar Kadafi em 1969, pediu hoje que a comunidade internacional faça mais para ajudar seu país a se livrar do ditador. Falando em sua casa em Londres, onde vive no exílio desde 1988, Muhammad al-Senussi saudou os “heróis” rebeldes que têm travado duras batalhas contra as forças do regime há mais de três semanas, mas disse que a situação dos opositores está se deteriorando.

“Pessoas corajosas de todas as tribos de cada região da Líbia me dizem que a situação está piorando a cada hora”, disse o autointitulado príncipe da coroa. “O mortífero regime de Kadafi continua a usar seu poder aéreo e armamento pesado com brutalidade contra o povo líbio, mas a comunidade internacional está falando muito e fazendo nada”, afirmou.

“Eu estou falando para todos os líbios quando peço uma zona de exclusão aérea e ataques contra as defesas aéreas de Kadafi”, disse ele. Após o golpe de 1969, que depôs o tio-avô de Muhammad, Kadafi confinou o então menino de sete anos e sua família em prisão domiciliar antes de expulsar todos do país, em 1988.

O “príncipe” havia dito anteriormente que não queria chegar ao poder. “Eu apoio todas as tribos e grupos líbios, incluindo o conselho nacional transitório em Benghazi, contanto que eles continuem a agir pelo interesse do povo líbio. Todos eles precisam da ajuda imediata dos governos estrangeiros”, afirmou hoje.

Ele se referiu à autodeclarada autoridade de transição, estabelecida pelos rebeldes na segunda maior cidade do país, cujos representantes têm estado em contato com governos estrangeiros nos últimos dias. As informações são da Dow Jones.