A polícia dinamarquesa deteve três pessoas suspeitas de envolvimento num complô para matar um dos 12 cartunistas que desenharam o profeta Maomé há dois anos e meio, o que causou grande alvoroço no mundo islâmico, informaram autoridades locais. As detenções ocorreram em operações realizadas durante a madrugada em Aarhus, no oeste da Dinamarca, "para evitar um assassinato ligado a terrorismo", informou a unidade de espionagem da polícia. Autoridades dinamarquesas revelaram que dois dos três detidos eram tunisianos e um era um marroquino naturalizado dinamarquês, mas não disseram qual dos 12 cartunistas seria o alvo.

O marroquino naturalizado dinamarquês é suspeito de violar as leis de combate ao terrorismo do país. Jakob Scharf, diretor da unidade de espionagem da polícia, disse que ele deverá ser liberado depois de um interrogatório, mas as investigações prosseguirão. Os dois tunisianos serão expulsos da Dinamarca, prosseguiu ele. O jornal dinamarquês Jyllands-Posten, primeiro a publicar as caricaturas em 30 de setembro de 2005, assegurou que o alvo do ataque era seu cartunista, Kurt Westergaard, de 73 anos. Posteriormente, as caricaturas de Maomé foram republicadas por diversos jornais no Ocidente. A publicação dos cartuns alimentou violentos protestos, alguns dos quais terminaram em morte, em diversas partes do mundo islâmico. A lei islâmica opõe-se à divulgação de imagens do profeta, sejam elas positivas ou negativas, por temer que isso leve à idolatria.