O presidente da Síria, Bashar Assad, elogiou os protestos contra o líder do Egito e afirmou que a queda de Mohammed Morsi pelos militares significaria o final do “Islã político”. Segundo Assad, os egípcios descobriram a “mentira” da Irmandade Muçulmana.

O presidente sírio falou em uma entrevista para o jornal estatal Al-Thawra, que deve ser publicada na íntegra nesta quinta-feira. Trechos foram publicados na quarta-feira na página da Presidência da Síria no Facebook, coincidindo com o anúncio do exército egípcio da queda de Morsi.

“O que está acontecendo no Egito é a queda do chamado Islã político”, disse Assad. “Este é o destino de qualquer pessoa no mundo que tenta usar a religião para interesses políticos ou de facções.”

Assad está enfrentando uma revolta em seu próprio país e se recusou a renunciar, chamando as ondas de protestos de uma conspiração internacional executada por extremistas islâmicos e grupos fundamentalistas, como a Irmandade Muçulmana da Síria, uma filial do grupo egípcio.

“A experiência governista da Irmandade Muçulmana fracassou antes mesmo de começar, porque vai contra a natureza das pessoas”, afirmou Assad na entrevista, alegando que a Irmandade teve como objetivo espalhar conflitos no mundo árabe.

No início da quarta-feira, o ministro de Informação sírio, Omran al-Zoubi, pediu ao presidente egípcio Mohammed Morsi que renunciasse ao cargo para atender aos desejos do seu povo.

Al-Zoubi disse a repórteres em Damasco que a Irmandade Muçulmana de Morsi é uma organização “terrorista” e uma ferramenta dos EUA”.

No mês passado, Morsi enfureceu autoridades sírias ao anunciar que ele estava cortando laços com Damasco e fecharia sua embaixada na capital síria. Fonte: Associated Press.