O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, disse neste sábado que a União Europeia (UE) cometeu “graves erros” nos últimos cinco anos em relação à imigração e economia.

“A Comissão Europeia deve permitir que um conselho de ministros do interior da UE decida questões de imigração, comparando o seu papel com o chamado Eurogrupo, de ministros de finanças dos países que usam o euro”, disse Orban.

Orban também criticou o que descreveu como “ativismo político” da Comissão Europeia, que lançou numerosos procedimentos contra o
governo húngaro sobre questões em que é considerado contravenção de regras da UE. Ao longo dos anos, a UE incluiu objeções às leis vistas como limitar os direitos dos requerentes de asilo ou intimidar grupos cívicos.

“A comissão precisa se comportar como a guarda dos acordos da UE e
abandonar o ativismo político”, disse Orban. “Não é um corpo político,
não deve ter um programa e não deve realizar ataques políticos contra
estados membros”, acrescentou.

Orban deverá se encontrar com a presidente eleita da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na quinta-feira em Bruxelas. Orban apoiou sua candidatura e tem indicado que ele espera que ela tenha uma posição mais conciliadora.

Em relação à economia, Orban disse que era hora de voltar ao ideal de uma “economia europeia competitiva”, com maior criação de empregos e “cortes de impostos” em toda parte.

“A Hungria provavelmente precisaria de mais dois planos de estímulo para proteger sua economia neste ano, disse Orban, por causa da desaceleração do crescimento econômico na Europa Ocidental, princiapalmente de parceiros comerciais da Hungria.

Um plano de estímulo anunciado em maio incluiu principalmente cortes de impostos, incentivos e aumento de fundos para projetos de pesquisa e desenvolvimento. Fonte: Associated Press