O Parlamento do Sudão do Sul estendeu o mandato atual do presidente Salva Kiir até julho de 2017, afirmou uma autoridade neste sábado, defendendo a decisão como necessária para evitar o que chamou de vácuo político durante as recentes negociações de paz com rebeldes.

A decisão, que terá que ser aprovada pelos congressistas, também estende os mandatos do Parlamento atual por mais dois anos, disse o ministro das Informações do país, Michael Makuei Lueth. O tempo de Kiir no governo deveria acabar em julho deste ano.

“Nós queremos dar uma chance para a paz, porque estamos otimistas de que um acordo será assinado”, disse Lueth. Ao postergar as eleições para 2017, afirmou o ministro, o governo resolve “qualquer questão de legitimidade” que possa surgir no caso de um governo de união ser criado entre o Sudão do Sul e as facções rebeldes.

O Sudão do Sul tem sofrido com conflitos entre o governo e insurgentes desde dezembro de 2013, quando forças ligadas ao atual presidente, membro do grupo étnico dominante Dinka, tentaram abafar uma rebelião liderada pelo ex-vice-presidente Riek Machar, de etnia Nuer. Machar foi vice de Kiir até julho daquele ano, mas foi despojado do cargo em meio a disputas dentro do partido que lidera o país. Fonte: Associated Press.