Supostos extremistas xiitas atacaram tropas do Estados Unidos no Iraque com morteiros e pequenas armas de fogo, um dia depois que clérigos radicais xiitas ameaçaram iniciar uma "guerra aberta" contra as forças americanas no país. Pelo menos oito iraquianos morreram e outros 12 ficaram feridos em combates esporádicos sexta-feira (25) e sábado (26) no bairro de Cidade Sadr, reduto da milícia anti-americana do clérigo Moqtada al-Sadr.

Em outros lugares da capital iraquiana, Bagdá, dois ataques a bomba mataram três pessoas e feriram 19, incluindo 10 policiais, segundo fontes oficiais.

A pausa nos combates ocorreu depois que al-Sadr pediu ontem o fim do derramamento de sangue de iraquianos e disse que a ameaça de "guerra aberta" feita por ele se refere apenas às tropas estrangeiras, lideradas pelos Estados Unidos.

O apelo de al-Sadr conquistou o apoio de alguns moradores da Cidade Sadr, que enfrentam a falta de energia e de alimentos. "Ele quer que esta cidade se estabilize, levando em consideração que as pessoas estão sofrendo com a piora da situação e a escalada dos preços", disse Naji Mohammed, de 42 anos, morador do bairro. Outros moradores, porém, estão preocupados de que algumas facções do Exército Mahdi, a milícia de al-Sadr, não estejam dispostas a respeitar o cessar-fogo.