A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de infecções pelo vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, está caindo no Hemisfério Sul, à medida que o período de gripe sazonal se aproxima do fim. A entidade disse que o número de casos de gripe continua elevado na África do Sul e na Bolívia, e que muitos provavelmente são de gripe suína. No entanto, o porta-voz da OMS, Gregory Hartl, afirmou que os níveis de gripe no Hemisfério Sul voltaram ao normal.

A OMS disse hoje que pelo menos 209.438 pessoas em todo o mundo foram infectadas pela nova gripe e que pelo menos 2.185 morreram em consequência da doença. Os números reais são bem maiores, já que os países não estão mais relatando casos individuais. Hartl disse que a OMS está observando os números da gripe suína no Japão, onde a entidade acredita que a alta temporada de infecções está começando antes do normal. Segundo ele, isso pode significar maior transmissão do vírus da gripe.

Na Nicarágua, o governo declarou emergência sanitária de 60 dias por causa do aumento dos casos de Influenza A e das mortes relacionadas à doença no país. O ministro da Saúde, Guillermo González, disse à emissora Radio Ya que a medida foi decretada após o número de casos subir para 840 neste mês e da morte de quatro mulheres. González afirmou ontem que a maioria dos pacientes já recebeu alta dos hospitais. A nação centro-americana sofreu sua primeira morte relacionada à doença no dia 14. Ele não especificou quais passos serão tomados, mas alegou que os hospitais estarão abertos para tratar possíveis vítimas 24 horas por dia.

‘Segunda onda’

Na Austrália, o governo anunciou hoje que um grande programa de vacinação começará em outubro, mas advertiu sobre a possibilidade de uma “segunda onda” de casos. Já houve 147 mortes relacionadas à doença e quase 35 mil casos. Autoridades do setor de saúde alertaram para a possibilidade de novos contágios e já encomendaram 21 milhões de vacinas da companhia CSL, capazes de imunizar toda a população local. Grávidas, pessoas com doenças crônicas, crianças em escolas especiais e trabalhadores do setor de saúde terão prioridade. Já na Grécia, autoridades do setor de saúde anunciaram hoje que esperam receber as primeiras doses da vacina em algumas semanas. Com informações da Dow Jones.