O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak e sua mulher Suzanne foram interrogados hoje sobre suposto enriquecimento ilícito, informou a agência France Presse, citando o escritório de investigações do país. “Um grupo de investigadores do departamento de ganhos ilícitos, liderado por Khaled Selim, está interrogando o ex-presidente e sua esposa no resort de Sharm el-Sheikh”, disse o escritório.

Esta é a primeira vez que Mubarak é interrogado por esta divisão do Ministério da Justiça, que analisa “acusações de que eles usaram sua posição para enriquecer ilicitamente”. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar, embora esteja internado no hospital de Sharm el-Sheikh, já foi interrogado pela promotoria por causa das acusações de que teria ordenado os disparos feitos contra manifestantes contrários ao governo. Ele foi detido em 13 de abril e sua prisão já foi estendida duas vezes, sendo a última na terça-feira.

O governo de 30 anos de Mubarak chegou ao fim em 11 de fevereiro, após grandes protestos em todo o país que pediam sua renúncia e reformas políticas e econômicas. O conselho militar que tomou o poder após a queda de Mubarak prometeu levar à Justiça todos os acusados de terem cometido crimes. Pelo menos 846 pessoas foram mortas nos protestos e mais de 6 mil ficaram feridas.

Os dois filhos de Mubarak, Alaa e Gamal, além de dezenas de funcionários e empresários associados ao antigo regime, estão detidos na prisão de Tora, no Cairo, que abrigou dissidentes políticos durante a era Mubarak. As informações são da Dow Jones.