O filho de um detetive de polícia abriu fogo ontem em uma escola secundária de Omaha, no Nebraska, Estados Unidos, matando a subdiretora do colégio, de acordo com autoridades dos Estados Unidos. Outros alunos fugiram aterrorizados para uma cozinha durante a ação. O autor do ataque, que havia frequentado a escola por apenas dois meses, feriu ainda o diretor antes de fugir do lugar e atirar em si mesmo em seu carro, a 1,5 quilômetro da instituição. O jovem também morreu.

As autoridades não quiseram especular sobre a motivação do suspeito, identificado como Robert Butler Jr., de 17 anos. A subdiretora, Vicki Kaspar, de 58 anos, morreu no hospital horas após o ataque, segundo a polícia. O diretor, Curtis Case, de 45 anos, estava em condição estável.

Butler foi transferido para o colégio secundário Millard South vindo de uma escola em Lincoln, 80 quilômetros a sudoeste de Omaha. Em uma mensagem publicada no site Facebook, Butler advertiu ontem que as pessoas escutariam sobre coisas más feitas por ele, mas a escola é que o havia levado à violência. Segundo ele, a escola era pior que a anterior. O jovem pediu desculpas antes de agir. O avô adotivo de Butler, Robert Uribe, disse que o incidente parecia irreal e não correspondia com o jovem amável que conhecia. “Não tenho ideia do que pode ter ocasionado isso”, afirmou.

O pai de Butler é detetive de polícia de Omaha. Agentes o interrogavam hoje para sabe as possíveis causas do ataque. A notícia chegou à polícia às 12h50 (horário local) e a escola foi fechada imediatamente. Duas horas depois os estudantes começaram a sair, em grupos. O colégio, com 2.100 estudantes, fica na parte oeste de Omaha. As informações são da Associated Press.