Milhares de funcionários públicos e apoiadores do governo venezuelano marcharam nesta segunda-feira no centro da capital para protestar contra as sanções anunciadas pelo Congresso dos Estados Unidos contra funcionários venezuelanos por violações dos direitos humanos.

Sob o slogan “Venezuela se respeita”, milhares de trabalhadores carregando bandeiras vermelhas e do país tomaram algumas das principais avenidas do centro da capital atendendo ao chamado feito pelo presidente Nicolas Maduro. Em março, o líder pediu para a população protestar contra o que considerava uma “ameaça imperialista”.

A marcha terminou com um comício na avenida central de Bolívar, com a presença de Maduro, sua esposa Cilia Flores e altos funcionários do governo. “É uma falta de respeito nos colocar na lei de sanções”, afirmou o presidente.

Os protestos aconteceram quatro dias após o Congresso dos Estados Unidos aprovar uma legislação que suspende os vistos e congela os bens em território americano de autoridades venezuelanas identificadas como responsáveis por violações dos direitos humanos. A lei aguarda a sanção do presidente Barack Obama, que deve ser feita em breve.

Maduro descartou nesta segunda-feira que a queda nos preços do petróleo possa afetar seu governo e disse que garante todos os recursos para atender aos programas estaduais. Ele anunciou que a partir do próximo ano vai delegar os assuntos políticos a outros líderes de governo para se concentrar na área econômica. O petróleo representa 96% das exportações do país sul americano. Fonte: Associated Press.